O tema mais badalado, no 880.º ano da Batalha de S. Mamede – 1128: Dia UM de Portugal – tem sido a corrupção. Uma palavra suficientemente tenebrosa, para conviver com a tranquilidade moral de qualquer cidadão, digno desse nome.
O Presidente da República deu o lamiré, nas mensagens mais solenes; o Parlamento, para impressionar, de quando em vez, repudia-a, para as televisões chamarem a títulos de primeira página; os governos, sejam eles quais forem, seleccionam-no para cartaz eleitoral. Mas, uma vez ganhas as eleições, riscam-na do programa, recrutam assessores que a renegam por cada correligionário beliscado e, em vez de ser estrangulado, quando descoberto, mais protegido parece ficar, porque, em seu nome, se fazem fortunas, se
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