Quando atingimos a idade adulta e começamos, como é o meu caso, a trabalhar, ocupamos o nosso tempo com as coisas mais normais do quotidiano, ligadas ao trabalho, à família, aos amigos, entre tantas outras vertentes. Mas, no caso da advocacia, por exemplo, somos pagos para resolver e preocupar–nos com os problemas dos outros. E, inevitavelmente, somos confrontados com assuntos dos nossos clientes atinentes à sua vida pessoal, para além de todo o profissionalismo que temos de evidenciar ao tratar dos assuntos que nos são cometidos pelo cliente.
Mas não somos nenhumas máquinas nem robôs insensíveis e desenvolvemos uma relação de amizade com vários dos constituintes que se representam, mantendo, claro está, a natural independência que
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