Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2025
No menu items!

Régua, 0 – Vila Real, 0

No remodelado Estádio Artur Vasques Osório, na Régua, só faltaram os golos, para abrilhantar o espectáculo que colocou, frente a frente, as duas melhores equipas deste campeonato. Régua e Vila Real, os dois primeiros classificados da Divisão de Honra, entraram em campo com o intuito de proporcionar um bom jogo de futebol, mas o árbitro […]

-PUB-

No remodelado Estádio Artur Vasques Osório, na Régua, só faltaram os golos, para abrilhantar o espectáculo que colocou, frente a frente, as duas melhores equipas deste campeonato.

Régua e Vila Real, os dois primeiros classificados da Divisão de Honra, entraram em campo com o intuito de proporcionar um bom jogo de futebol, mas o árbitro do encontro não esteve à altura do espectáculo. Muitos erros marcaram uma exibição paupérrima. O técnico vila-realense, agastado com a prestação do árbitro, acabou por ser expulso do banco, alegadamente por discutir algumas decisões polémicas de José Pinto.

A bancada cheia assistiu a uma boa entrada do campeão, com maior acutilância ofensiva e uma boa circulação de bola, entre os sectores. Foi com naturalidade que apareceram os primeiros sinais de perigo, junto da baliza de Vítor Gamito. Logo aos 4 minutos, Castanha desferiu um potente remate, mas a bola embateu num defesa caseiro e saiu pela linha de fundo. Poucos minutos volvidos, de novo, Castanha em destaque. Houve uma jogada de combinação, na direita, que culminou no remate do médio vila-realense. A bola ainda bateu em Filipe e quase traiu o guarda-redes Gamito, acabando por sair a centímetros do poste. O Vila Real mandava no jogo, mas, com a intensa chuva que se fez sentir, nos últimos dias, a bola estava muito rápida, sobre o sintético. Isso dificultou a tarefa aos jogadores que sentiam dificuldades em segurar a bola, dentro das quatro linhas. O jogo, muito disputado no centro do terreno, acabou por levar os jogadores, por vezes, a optar por rematar ainda longe da baliza. Um dos que mais tentou foi Leirós. O primeiro remate saiu à figura de Gamito que desviou com uma palmada. No segundo remate, proporcionou a defesa da tarde a Gamito, decorria o minuto 34. Foi um grande pontapé, à entrada da área, ao qual o guarda-redes correspondeu, com uma defesa espantosa. Gamito voou para a bola e fez o desvio, pela linha final.

O Régua optou por dar a iniciativa de jogo ao adversário. Quando tinha a bola em seu poder, aproveitava para explorar o seu futebol apoiado, mas não teve grandes situações, para marcar. Durante a primeira parte, registo para uma boa ocasião, aos 40 minutos. A bola foi colocada no coração da área, onde apareceu Caio, completamente solto, a rematar, para o desvio de Carlos. Na sequência da jogada, houve um pontapé de ressaca de Duarte e a bola saiu muito perto da quina do poste.

Satisfeitos com a produção das equipas, ao intervalo, os dois técnicos optaram por não mexer nos dois onzes. Foram, de novo, os forasteiros a entrar melhor em campo. Na sequência da marcação de um canto, o “capitão” Zé Monteiro saltou mais alto do que toda a defensiva da casa e atirou, para grande intervenção de Gamito. A partir daqui, o Régua subiu as suas “pedras” e foi mais perigoso, para a baliza de Carlos. Aos 62 minutos, Tó Zé foi à linha de fundo, cruzou para o primeiro poste, onde apareceu Jusko que não conseguiu fazer o desvio. A bola acabou por “morrer” nas mãos de Carlos. Seis minutos mais tarde, de novo o perigo rondou a baliza “alvi-negra”. Os mesmos protagonistas: Tó Zé e Jusko. O primeiro colocou a bola à entrada da área, para a entrada fulgurante do avançado, a cabecear, mas a bola saiu a rasar o poste. Carlos estava batido e pregado ao sintético.

A resposta vila-realense surgiu já em períodos de descontos. Na melhor jogada de entendimento da segunda parte, por parte dos forasteiros, foi Nuno Meia a trabalhar sobre a defesa caseira e a colocar em Pedro Alves que rematou, para a baliza, onde estava Meia, a encostar para o fundo da baliza, mas o árbitro assinalou uma infracção, um possível fora-de-jogo do melhor marcador deste campeonato.

O resultado acabou por ser justo, mas faltaram os golos, para dar um outro colorido ao espectáculo.

 

Luís Pimentel, treinador do Vila Real

“Foi a pior arbitragem que vi este ano”

 

O técnico vila-realense ficou agastado com a prestação do árbitro do encontro, mas salientou a postura da sua equipa que continua invencível, neste campeonato.

“Fizemos uma boa exibição, só nos faltou marcar. O guarda-redes do Régua esteve a bom nível e fez duas grandes defesas. As duas equipas estão de parabéns, pelo trabalho que desenvolveram. Foi pena ter havido uma equipa que estragou o espectáculo. Fomos os mais perigosos, tivemos as melhores oportunidades e ainda nos anularam um golo que não sei se foi bem ajuizado. Perante uma arbitragem destas que considero ser a pior que vi, este ano, o importante foi os jogadores não terem perdido a cabeça. Apesar de termos sido melhores, o resultado acaba por ser justo”.

Pedimos a Luís Pimentel uma antevisão da final de hoje, da Taça de Honra, com o Murça.

“É a primeira vez que se disputa esta Taça. Vamos entrar em campo com vontade de vencer e o Vila Real quer ser a primeira equipa a ganhar este troféu. É uma competição nova que a Associação pretende prestigiar e, por isso, vamos tentar fazer um bom jogo e, acima de tudo, queremos vencer. Independentemente de jogarmos bem ou mal, o mais importante é ganhar a final”.

 

 

Rosário, treinador do Régua

“O resultado acaba por ser justo”

 

O técnico da casa salientou o bom jogo que ambas as equipas fizeram, onde só faltaram os golos, para adornar o bom espectáculo a que o público aderiu, em massa.

“Foi um bom espectáculo que ambas as equipas proporcionaram. Só faltaram os golos, para ser ainda mais bonito. O jogo foi muito equilibrado, as equipas ainda não estão habituadas a este tipo de terreno, onde a bola é muito rápida, sobre o sintético. O resultado acaba por se ajustar ao que se passou em campo”.

Quanto aos objectivos traçados para a época, Rosário está satisfeito com o seu trabalho, à frente do Régua, e dá os parabéns ao justo vencedor do campeonato, o Vila Real.

“Já sabíamos que o Vila Real seria o grande candidato à subida de divisão. Isso ficou demonstrado, ao longo da época, tendo sido a equipa mais regular e melhor. Dou-lhe os parabéns. Espero que faça uma grande época, na 3.ª Divisão. O Régua fez um campeonato muito positivo e espero vencer os três jogos que faltam, para manter o segundo lugar”.

 

 

Márcia Fernandes

FICHA TÉCNICA

Jogo disputado no Estádio Artur Vasques Osório, no Peso da Régua.

Árbitro: José Pinto.

Auxiliares: António Coelho e Diogo Mesquita.

RÉGUA – Vítor Gamito, Daniel (Francis, 66’), Jusko, Rafa, Caio, Barroso, Marante, Duarte, Tó Zé (Marquinhos, 87’), Jonny e China.

Suplentes não utilizados: Hélder, Manuel, Rodrigo e Hélder Figueira.

Treinador: Rosário.

VILA REAL – Carlos, Filipe, Zé Monteiro, Fredy, Peixoto, Leirós, Castanha, Norberto, Gabriel (Pedro Alves, 68’), Nuno Meia e Luís Carlos (Caniggia, 88’)..

Suplentes não utilizados: Vieira, Conceição e Fraguito.

Treinador: Luís Pimentel

Cartões amarelos: Norberto (18’), Marante (53’), Nuno Meia (70’) e Luís Carlos (75’).

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, não paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

MAIS ARTIGOS

VÍDEOS

Mais lidas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS