Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021

“Resultado negativo de 1,1ME nas contas da autarquia é histórico”

A afirmação é do PSD, que criticou o relatório e contas de 2019 do executivo municipal, que apresenta um saldo negativo de 1 milhão e 130 mil euros.

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Em conferência de imprensa, António Carvalho referiu que o “resultado das contas de 2019 é efetivamente histórico”, sublinhando que “não existe memória de alguma vez a câmara de Vila Real ter apresentado um resultado negativo”, destacando que a “proeza é deste executivo municipal socialista, que apresenta um resultado negativo de 1,1 milhões de euros”.

Os sociais-democratas lembram a “incapacidade de execução” de obras por parte do executivo municipal. “Com um orçamento de 46 milhões de euros, a câmara apenas executou” cerca de 32 milhões de euros, sendo a taxa de execução das despesas correntes de 87%, mas verificando-se apenas uma execução das despesas de capital de 47%”, revela o PSD, adiantando que os números “mostram a incapacidade para planear e executar projetos, que promovam a melhoria das condições de vida dos cidadãos e um verdadeiro desenvolvimento”.

António Carvalho frisou também o “aumento significativo ao nível das receitas”, em comparação com anos anteriores, tendo atingido “cerca de 40 milhões de euros”, enquanto os impostos diretos “registam um aumento de 6% relativamente às previsões, tendo atingido o valor de 10 milhões de euros”.

O vereador criticou ainda a política seguida pelo executivo socialista, sustentando que “havia tempo e dinheiro para estimular a fixação de pessoas, num concelho em que a tendência tem sido um decréscimo da população”, dando como exemplo a redução dos impostos como o IMI.  

PRESIDENTE ACUSA PSD DE MENTIR

Confrontado com as declarações dos sociais-democratas, o presidente da autarquia acusou o PSD “de mentir e de tentar enganar deliberadamente” os vila-realenses, pois “basta recuar a 2009 para encontrar um resultado líquido negativo de 1,4 milhões de euros. Os mesmos que agora criticam, apoiaram entusiasticamente este resultado, na altura”.

Rui Santos explicou que os “resultados extraordinários negativos devem-se ao impacto do processo de internalização de parte da atividade da Empresa Municipal de Água e Resíduos de Vila Real”, que foi integrada na empresa Águas do Interior Norte.

“Esta operação teve um impacto negativo de 3,9 milhões de euros no resultado líquido de 2019. Sem esta operação meramente contabilística, os resultados seriam amplamente positivos, em linha com os do ano anterior”, afirmou o autarca.

Acrescentou ainda que 2019 foi o “quinto ano consecutivo em que o exercício terminou sem dívidas a fornecedores”, para além de frisar que o “prazo de pagamento a fornecedores passou de 35 dias (em 2013), para dois dias em 2019”.

Sobre a “incapacidade de execução”, Rui Santos disse que “mais uma vez, das duas uma, ou o PSD faz questão de demonstrar a sua ignorância ou pretende propositadamente induzir os vila-realenses em erro”, justificando que as obras em curso, como a requalificação da Avenida Carvalho Araújo ou da Escola Secundária de São Pedro “não terminam apenas num ano”, por isso, a despesa restante “transita para o exercício posterior”.

Já relativamente ao aumento das receitas, Rui Santos referiu que se deve “essencialmente à incorporação do saldo do ano anterior e de fundos comunitários”. E o aumento do valor dos impostos indiretos “são justificados com o aumento da atividade económica”.

 

DEPOIMENTOS

António Carvalho

Vereador do PSD

 "Os números mostram a incapacidade para planear e executar projetos, que promovam a melhoria das condições de vida dos cidadãos”

 

Rui Santos

Presidente da CM Vila Real 

"Basta recuar a 2009 para encontrar um resultado líquido negativo de 1,4 milhões de euros”

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