Mais de 150 jovens do ensino secundário estão a visitar o Regimento de Infantaria (RI) 13 no âmbito da iniciativa “Portas Abertas”, que termina amanhã e representa o culminar do programa das comemorações do Dia da Unidade, assinalado no dia 12.
A visita dos estudantes, bem como a realização de uma exposição que esteve patente até ontem no Centro Comercial Dolce Vita, vieram “complementar a cerimónia militar” realizada na quinta-feira, “que fica um pouco entre os muros do quartel e é mais vocacionada para os convidados”, explicou ao Nosso Jornal o comandante do RI13, Coronel de Infantaria João Carlos Magalhães.
“Quisemos reforçar a ideia de que a unidade militar faz parte de Vila Real, o que de muito nos orgulhamos”, sublinhou ainda o mesmo responsável, referindo que na exposição foi apresentado todo o historial do Regimento ao longo dos quase 130 anos em que este está instalado na capital de distrito transmontana.
O Coronel de Infantaria referiu ainda que o convite lançado às várias escolas secundárias do concelho não teve exatamente como objetivo aliciar os jovens para a vida militar, mas sim mostrar como é a vida e o trabalho naquela unidade. “Somos uma organização aberta e queremos que as pessoas tenham mais conhecimento sobre a vida militar, que saibam que a porta do RI13 não está fechada à população”, garantiu.
No âmbito no Dia da Unidade, o comandante do Regimento fez um balanço sobre a atividade ao longo do último ano, sublinhando, entre outras funções desempenhadas pelo RI13, a preparação da força especial da União Europeia. “O regimento esteve num estado de prontidão bastante elevado, uma vez que foi preparado para integrar um Battle Group da UE. Foi uma atividade muito intensa e na qual foram utilizados todos os meios do regimento e mais alguns do exército”, recordou.
Lembrando que recentemente foi projetada para Kosovo uma força composta por 157 militares que integram uma missão de manutenção da paz da Nato, o Coronel de Infantaria explicou que para o futuro, o objetivo passa por “continuar a apostar na formação e, principalmente, no treino dos militares do batalhão, para que estejam preparados para as várias missões” para as quais poderão ser solicitados.
“Vamos tentar privilegiar toda a área de Vila Real, como a Fraga da Almotolia (onde existe um campo de treino do RI13), o Alvão e a Pardela, áreas relativamente próximas e que implicam um gasto pequeno no movimento das tropas”, salientou João Carlos Magalhães.
Mantendo-se como única Unidade do país com um centro de simulação vocacionado para a formação operacional das Pandur, o Regimento de Infantaria vila-realense vai também continuar os cursos de condutor e chefe daquelas viaturas blindadas, estando previsto que o próximo se realize dentro de dois meses.
Este ano, o Regimento vai assinalar ainda outra data importante, o 60º aniversário das atuais instalações, uma data que se assinala no dia 15 de junho. Aquartelada em Vila Real desde 1888, a “Infantaria do Marão” teve como primeira morada o Convento de São Francisco.
“A nossa localização em Vila Real já é centenária e somos uma força constituída essencialmente por militares na região. Somos transmontanos de gema e assim queremos continuar”, concluiu o comandante.



