Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021
Vitor Pimentel
Empresário. Colunista de A Voz de Trás-os-Montes

Ronaldo das Finanças?!

Corria o ano de 2015 quando num ato de pura magia foi apresentado, ao país e ao mundo, o “mago das finanças”, por um governo de um partido pródigo em bancarrotas e que contava com o impensável apoio do Partido Comunista, Os Verdes e do Bloco de Esquerda. Falamos de Mário Centeno! Um ilustre desconhecido, […]

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Corria o ano de 2015 quando num ato de pura magia foi apresentado, ao país e ao mundo, o “mago das finanças”, por um governo de um partido pródigo em bancarrotas e que contava com o impensável apoio do Partido Comunista, Os Verdes e do Bloco de Esquerda.

Falamos de Mário Centeno! Um ilustre desconhecido, funcionário de carreira no Banco de Portugal, que em tempos viu uma promoção interna negada e se aproximou do Partido Socialista. 

Os tempos eram favoráveis para governar, alguns dos membros do governo de José Sócrates que deixaram Portugal com um déficit de 11% e à mercê da troika, entre os quais, o primeiro-ministro António Costa, iriam voltar ao poder, não por terem ganho eleições, mas fruto de um golpe de teatro entre três partidos, com programas eleitorais incompatíveis, que visava unicamente impedir PPD/PSD e CDS-PP de governar no período pós-troika, como era pretensão da maioria relativa do povo português.

O governo PSD/CDS conseguiu em 4 anos, e com uma conjuntura profundamente desfavorável, baixar o deficit de 11% para 3%. O “mago” Mário Centeno, num contexto externo muito favorável e em forte crescimento interno, conseguiu uma redução bem inferior – a rondar os 4% – através de cativações orçamentais e do mais baixo investimento público da Zona Euro, degradando, consequentemente, os serviços públicos e o SNS.

Mário Centeno, como ministro das Finanças, com uma conjuntura favorável, foi incapaz de realizar qualquer reforma estrutural relevante, quer na Administração Pública, quer no Sistema de Segurança Social. Como presidente do Eurogrupo, foi medíocre, fraco e sem capacidade de gerar compromissos e de mudar o paradigma do pensamento económico europeu como defendia.

Sonhou com o FMI, teve uma protocandidatura que foi um fracasso, e sem qualquer explicação, abandona o governo e o país, colocando-se em fuga quando o contexto político, económico e social e as suas consequências se tornaram difíceis. 

Efetivamente quando podia mostrar serviço e competência, altruísmo e espírito de sacrifício, Centeno abandonou o barco, para não manchar o seu curriculum e avançar para governador do Banco de Portugal, com a “bênção” do primeiro-ministro António Costa.

Afinal, o “Super Mário”, o “Ronaldo das Finanças”, o “Suprassumo do Excel” não passa de uma marionete de António Costa e a sua comunicação social, por muito que isto custe aos muitos que devido ao “encosto socialista”, se vêm “obrigados” a defender esta triste personagem. 

Se o Ronaldo do futebol tivesse um histórico tão discutível como o do “Ronaldo das Finanças”, não seria sinónimo de competência e excelência.

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