Em primeiro lugar, a RTP é um património cultural insubstituível. Não é possível entender a nossa contemporaneidade sem a ajuda desta instituição. Aliás, qualquer televisão pública usufrui desse carisma nos respetivos países. Basta olharmos para a BBC ou, mais perto de nós, a TVE, para compreendermos a capacidade aglutinadora, nos mais diversos níveis da nossa hodierna evolução, que as estações de televisão públicas adquiriram ao longo dos últimos cem anos. E, tal como não gostaríamos de ver o Mosteiro do Jerónimos concessionado a uma empresa privada, não me parece crível que os portugueses assimilem facilmente esta desanexação identitária da nação. Um país, enquanto espaço-nação, é também edificado do ponto de vista emocional. Não são só
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