Ao fim de 27 anos de espera, finalmente, os Bombeiros Voluntários de Santa Marta de Penaguião vão ter um novo quartel. Um sonho antigo, tornado realidade e que, na última Sexta-feira, teve o seu início simbólico, com a colocação da primeira pedra, pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira. Este, na sua intervenção, admitiu que “não poderia haver dinheiro mais bem gasto que o aplicado, agora, na construção deste quartel. É dinheiro gasto em beneficio da população, em benefício da protecção civil, em beneficio da segurança e para que os nossos Bombeiros possam cumprir a sua missão, cada vez com mais competência, honrando o seu lema que nós conhecemos, muito bem: vida por vida” – sublinhou.
O Ministro elevou a protecção civil como um elemento importante de segurança. Esta, no seu entender, tem duas faces: a prevenção e a repressão da criminalidade.
“A protecção civil é da maior importância. É aqui que se joga a defesa da nossa floresta, é na protecção civil que nós lutamos contra os fenómenos naturais que causam sofrimento, contra as calamidades, contra os desastres”.
Rui Pereira deixou marcado um novo encontro, para 2009: “Dentro de um ano, provavelmente no início de Setembro, aqui estaremos todos, para inaugurar o edifício e para celebrar esta obra concluída. A primeira pedra é muito importante, mas mais importante será a última pedra”.
O Presidente da Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião, Francisco Ribeiro, não esqueceu o papel do então Secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões. Considerou o acto como “um momento muito forte e importante, não só para a comunidade, mas, de uma forma muito especial, para a Corporação dos Bombeiros, sendo um motivo de contentamento e de alegria, para toda a comunidade do concelho”. O edil afirmou, ainda, que o arranque da construção do novo quartel é “um acto de justiça do Governo”. Quanto aos custos da obra, ela rondará os 672.000 euros, sendo comparticipada, pelo Governo, em 427.000. Quanto ao restante e sabendo que a Associação que deveria pagar o diferencial vive com grandes dificuldades, será como Francisco Ribeiro garantiu: “a Câmara Municipal vai ter de pôr as barbas de molho, para suportar os custos, levando por diante uma obra fundamental e tão importante”.
Jmcardoso



