Sexta-feira, 20 de Maio de 2022

“Sabores de Chaves” arrancou com grandes expectativas

A mostra gastronómica está de volta ao Pavilhão Municipal da cidade até domingo. Esperam-se dois dias de muita afluência, bons negócios e de um regresso à "normalidade"

A 17ª edição da mostra “Sabores de Chaves” não podia ter arrancado da melhor forma. Quem o afirma são os produtores que não esperavam tanta afluência na abertura do certame.

Irene Sabino, produtora de fumeiro de Vidago, afirma que esta primeira tarde “foi melhor que há dois anos. Em 2019 vim fazer a feira pela primeira vez e não estava nem uma terça parte do pessoal que já passou por aqui hoje. Estou impressionada pela quantidade de produto que já vendi”.

Apesar de a “alheira ser a rainha”, Irene vendeu, sobretudo, “produto para cozidos, pernil, orelha, carnes fumadas e chouriços. Foi muito bom. Não estava a contar com tanta afluência já hoje. Acredito que seja para evitar a confusão do fim de semana”, destacou a produtora.

Diogo Moura, da “Sabor Bísaro”, também se mostrou impressionado “pelo movimento que houve na própria abertura. Mas o fim de semana vai ser ainda melhor, sobretudo porque os espanhóis tiveram um alívio nas restrições e devem aderir à nossa feira”.

Para o produtor de Casas de Monforte, “o formato físico já fazia falta. Claro que as vendas online são importantes mas nada como isto, até porque, ultimamente, têm sido fracas, talvez porque as pessoas já estavam à espera de vir aqui comprar”.

Apesar dos aumentos que marcaram o arranque do novo ano, “que nos afetam desde a criação dos porcos até ao próprio cereal”, estes não se refletem no preço dos produtos do seu expositor, “à exceção da alheira, porque foi onde sofremos mais com a subida do preço do pão, do azeite e da tripa”, explicou Diogo Moura.

EXPECTATIVAS EM ALTA

Nuno Vaz, presidente da autarquia flaviense, destacou que, “apesar das limitações que a pandemia ainda nos impõe, como o uso obrigatório de máscara, a vontade dos produtores é a de poderem interagir, de falar com as pessoas e mostrar os seus produtos, ainda que não possam ser degustados na feira”.

Após uma tarde recheada de animação musical e convívio, “a nossa expectativa é a de que, no fim de semana, tudo isto possa acontecer de forma frenética. Espero que todos possam fruir do que temos de melhor, do convívio, do fumeiro, do pastel de Chaves e da nossa beleza natural. Sabemos receber bem e deixamos uma marca indelével em quem nos visita”.

Francisco Melo, vice-presidente do município de Chaves e natural de Casas de Monforte, aproveitou para se estrear na mostra adquirindo produtos da sua terra. “Era um regresso há muito aguardado porque estivemos dois anos sem ter feira. Além da ausência do próprio convívio, os produtores não conseguiam promover os seus produtos”.

A mostra no formato presencial “foram eles que a quiseram e nós achámos possível face à diminuição da incidência das infeções. Efetivamente, estamos num momento muito bom, numa fase já de acalmia e temo que, caso não venham à feira amanhã, domingo já não haverá fumeiro”, alertou.

Face ao alívio de restrições anunciado pelo Conselho de Ministros esta quinta-feira, e apesar “do nosso Plano de Contingência ter sido feito antes desta data, há uma maior flexibilidade no que toca à limitação de pessoas no recinto. Temos, naturalmente, um controlo das entradas, temos um circuito definido, temos uma empresa de segurança na feira mas, neste momento, não temos o limite de lotação previamente estabelecido”, de 200 pessoas, o que “permitirá acomodar muita gente”, frisou Nuno Vaz, acrescentando que “não tem de haver receio de não poderem entrar na feira, pelo que renovo o meu convite”.

Com um total de 48 expositores, a mostra “Sabores de Chaves” decorre no Pavilhão Municipal da cidade até domingo. Ao longo do evento serão realizados vários “showcookings”, com a presença do Chef Cordeiro e com o apoio da Escola Profissional de Chaves e do nutricionista das Termas de Chaves.

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