Neste caso desta conclusão, o IAVE / Instituto de Avaliação Educativa refere haver graves dificuldades, ao nível motor, nos alunos do 1º Ciclo. Ou seja, está a falhar a educação física nas escolas. Os professoras admitem que a tal disciplina de nome complicado (antigamente chamava-se “Ginástica” e ainda há pouco tempo a sua designação era, precisamente, “Educação Física”) não está a ser dada como deveria e os pais requerem que as aulas passem a ser mais aliciantes para o desenvolvimento da criança que, em rigor, está a ser preparada para o desporto e não para “a tal” educação física.
O problema, no entanto, é mais vasto.
As crianças, hoje em dia, não têm tempo para brincar. As crianças não têm também lugares ao ar livre para poderem exercitar-se fisicamente sem perigo. As instituições oferecem-lhes “Ocupação dos Tempos Livres” em que continuam a fazer tudo o que os educadores indicam, sem que continuem a poder brincar, correr, exercitar-se. No máximo, usam “tabliers” e os seus telemóveis, jogam informaticamente apenas para si próprias, usam a Internet, “sentadinhas e quietas”.
Em casa, não têm compartimentos largos e o barulho decerto incomodará quem está mais interessado no Goucha, no Vieira ou no Bruno, em vez delas.
Por isso, o melhor é recolher aos seus quartos, até que, no dia seguinte, voltem às escolas.
Não admira, pois, que uma criança do 2º ano não consiga sequer saltar à corda.




