Os signatários do artigo, entre os quais, o realizador espanhol Pedro Almodovar, os atores franceses Alain Delon e Catherine Deneuve, o britânico Jude Law ou a cantora americana Patty Smith, dizem que estamos a viver um “cataclismo planetário”, devido às alterações climáticas que se têm feito sentir com maior intensidade nos últimos anos. Este apelo foi lançado poucos dias após a demissão do ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, que explicou a sua decisão com a falta de progressos no domínio do ambiente.
Quem não se lembra das imagens impressionantes das toneladas de lixo que invadiram as praias de Santo Domingo, na República Dominicana?
Dos fogos devastadores que arrasaram Portugal no ano passado, ou este ano na Grécia, na Califórnia e também na Austrália?
Ou das cheias na Índia, e um pouco por toda a Ásia, que levam tudo à frente e deixam para trás um rasto de destruição avassalador?
Em novembro de 2016, 197 países, incluindo os Estados Unidos e a China, assinaram o Acordo de Paris, o primeiro pacto universal sobre as alterações climáticas, que apenas contém um conjunto de objetivos voluntários, ou seja, não contemplando qualquer sanção. Se calhar é por isso que os seus efeitos práticos são muito pouco visíveis, mas o Planeta não pode esperar. Por isso, cada um de nós pode começar por ter uma atitude mais ecológica, não desperdiçando recursos preciosos, como a água. Para isso, bastam gestos simples, como tomar banhos rápidos, usar um copo com água para lavar os dentes, usar as máquinas de lavar apenas com a carga completa ou utilizar baldes para lavar o automóvel. E siga sempre os três “R” da sustentabilidade, ao poupar recursos apenas cumprindo três palavras: reduza, reutilize, recicle.
É pouco, mas já é alguma coisa.




