O Papa Bento XVI, refere que Jesus não diz: “este é o Meu Sangue”, mas sim: este é cálice do Meu Sangue…”, isto por respeito das tradições judaicas para quem não era admissível beber o sangue.
A Quinta-Feira da Ascensão (1) celebra o triunfo de Jesus. Saiu do Pai e para Ele volta, prometendo contudo que não ficaríamos sós, mas que ficaria connosco até ao fim dos tempos, de forma sacramental.
Na Quinta-Feira do Corpo de Deus o “Jesus escondido”, como gostava de lhe chamar o Beato Francisco, um dos três Pastorinhos de Fátima, deixa o sacrário e é exposto à nossa adoração de uma forma solene e pública.
Neste dia da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a nossa homenagem a Jesus Sacramentado não se fica pela adoração dentro de qualquer Igreja. É costume, nesse dia, trazer o Senhor Sacramentado para as ruas das nossas cidades, vilas e aldeias, em procissão solene, fazendo-nos lembrar que também nós caminhamos para a eternidade como fim último, mas desde agora devemos caminhar para a santidade.
Este dia é um dia não só de adoração, mas também de ação de graças e de alegria. Jesus não só se fez nosso alimento como também se faz nosso companheiro de viagem pelos caminhos da vida – Ele mesmo disse: “Eu sou o Caminho”.
Nas procissões eucarísticas, o silêncio que envolve os nossos templos onde Jesus se encontra no sacrário, é substituído pelo ruído das ruas e pelos cânticos e tocar das fanfarras que assim querem manifestar a alegria que vai na alma de cada um. Enquanto a Quinta-Feira Santa é um dia de adoração silenciosa e recolhida e como tal intimista, a Quinta-Feira do Corpo de Deus é uma festa social – Jesus é trazido para o meio de nós; não somos nós que vamos ter com Ele, é Ele que vem até nós.
“Deste Pão de vida, remédio de imortalidade, nutriram- -se inúmeros santos e mártires, haurindo dele força para resistir também a duras e prolongadas tribulações. Eles acreditaram nas palavras que um dia Jesus pronunciou em Cafarnaum: «Eu sou o pão vivo, descido do céu. Se alguém comer deste pão, viverá eternamente» (Jo 6, 51)” (João Paulo II, em Roma, a 22 de Junho de 2000).
1. Em Portugal, por não ser dia feriado, celebra-se no Domingo seguinte







