Vila Real“Santuário” de Panóias com nova dinâmica

“Santuário” de Panóias com nova dinâmica

O Santuário de Panóias, também conhecido por Fragas de Panóias, fica situado a cerca de 7 quilómetros de Vila Real. Está classificado como Monumento Nacional desde 1910. Com uma média de 2.000 visitantes/ano, a Direção Regional de Cultura do Norte, DRCN, pretende aumentar a visitação do espaço e tem na calha algumas iniciativas que podem ser concretizadas até ao verão de 2014.

Situado na freguesia de Vale de Nogueiras, o Santuário de Panóias é considerado como um monumento que pode constituir-se como um sítio “âncora” para uma leitura arqueológica e histórica mais ampla da região entre o rio Douro e a Galiza. Depois de um certo fulgor, precisamente aquando da inauguração em 2004 do seu centro interpretativo, o espaço, apesar do seu valor histórico, verdadeiramente nunca deu o salto esperado em atratividade e visibilidade. Sensível a esta realidade, a Direção Geral da Cultura do Norte, sedeada em Vila Real, pretende implementar várias intervenções que possam melhorar as condições de visitação do santuário e, ao mesmo tempo, dar- -lhe uma maior visibilidade.

João Luís Rodrigues, da DRCN, deu a conhecer ao Nosso Jornal o que o organismo pretende fazer ao Santuário de Panóias no futuro. “Sem querer assumir compromissos rigorosos sobre timing, é intenção da Direção Regional da Cultura dar um novo impulso ao Santuário de Panóias. Primeiro pretendemos melhorar as condições de acesso, o que implica a colocação de nova sinalização, novo local de acolhimento para ligeiros e pesados, e maior divulgação. Proceder a uma melhor divulgação do monumento e da sua importância histórica, que é única em termos de conhecimento. Depois desejamos avançar com várias iniciativas que permitam inverter de algum modo o desconhecimento existente de muitos vila-realenses da existência deste ‘sítio’. Daí ser necessário criar uma maior proximidade com a cidade de Vila Real”.

Recuando no tempo, João Luís Sequeira explicou, ao Nosso Jornal, a razão que pode estar por trás de uma fase de menor evidência do ‘sítio’ e as ‘borlas’ que o espaço oferece. “Alguns anos atrás passou por um processo em que era obrigatório para a sua preservação a intervenção do Estado, que adquiriu todos os terrenos onde está o santuário e os espaços envolventes. Isto foi fundamental para a preservação do lugar. Depois surgiu o centro interpretativo e a classificação em 1910 como monumento nacional. Porém, este processo levou ao afastamento das pessoas, porque a entrada começou a ser paga, embora quase de uma forma simbólica, que nem se compara com os valores cobrados noutras unidades museológicas a nível nacional, sendo que o bilhete normal é de 2 euros. Embora sejam mais as pessoas que não pagam do que as pagam efetivamente. Isto surge numa lógica não economicista de um espaço, mas sim prioritariamente de promoção e divulgação nesta fase. Assim há descontos e entradas gratuitas para estudantes, professores, idosos.

 

Aproximação à cidade

A DRC pretende uma maior visitação por parte da população da cidade. Ou não fosse “o berço” de Vila Real. “Estamos interessados na reaproximação da cidade, quando se sabe que foi ali que nasceu Vila Real. Neste momento, estamos a trabalhar com as escolas, nomeadamente com os agrupamentos escolares e aqui saliento o de Morgado de Mateus. Além disto, uma nova dinâmica terá de passar forçosamente por uma parceria em colaboração, com outras instituições, nomeadamente a Câmara Municipal de Vila Real e Junta de Freguesia de Vale de Nogueiras para a promoção e divulgação daquele espaço, e isto passa por uma conjugação de esforços, até porque é um património pertencente a Vila Real”.

Segundo João Luís Rodrigues, “a média anual de visitantes ultrapassa os 2 mil, mas julgo que a fasquia terá de ser mais elevada. No entanto, a montante deste processo de aumento de visitantes, primeiro temos de estabelecer algumas condições para implementar até ao próximo verão”.

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