Categoria, desportivismo e uma humildade de campeã. Uma trilogia que define a atiradora Sara Ribeiro que a levou a alcançar o expoente máximo do tiro ao voo. O Campeonato Mundial Feminino de Tiro ao Voo, com arma de caça, organizado pela Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça, FPTAC, contou com 25 concorrentes, que representaram Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra e Argentina. Ao todo, incluindo atiradores masculinos, estiveram presentes 480 concorrentes nas diversas categorias.
No decorrer da competição, a concorrente de Vila Real ocupou o segundo lugar, mas uma excelente marca de 18/20 catapultou-a para a liderança da prova, arrebatando, pela primeira vez, o título mundial. “Foi com muita satisfação e orgulho que contribuí para alcançar este título mundial para Portugal”, contou, ao Nosso Jornal, a campeã do Mundo. “É o título de maior projecção que não fácil de ganhar”, acrescentou.
Este título vem juntar-se ao de vice-campeã mundial em 2006, na variante com tiro ao voo a hélice. Sara Ribeiro desde muito cedo que gosta desta modalidade. “Comecei muita nova. Na altura ainda era criança e acompanhava o meu pai na caça (Albano Ribeiro, brilhante atirador aos pratos, com um curriculum invejável). Um dia ele disse-me que deveria experimentar atirar. E assim foi. Comecei a praticar desde os 12 anos em provas de tiro aos pratos, às hélices e ao voo e ganhei alguns troféus”.
A arma que utiliza nas provas já tem muitos anos. É uma Beretta italiana oferecida pelo pai, a qual não a dispensa nas provas. Sara não faz nenhuma preparação especial para as provas em que participa. A sua habilidade nata e pontaria certeira, bastam-lhe para alcandorar muitos pódios. “A minha vida profissional (professora), não me permite dedicar muito tempo a esta modalidade. Para mim, o mais importante é participar, o resultado é secundário. Aliás, só concorro para as provas em localidades próximas de Vila Real e na região Norte”, frisou.
Para o futuro, pretende manter os mesmos ideais. “Em termos competitivos é muito complicado fazer projectos. A participação vai ser esporádica, já que a componente familiar é muito importante para mim. Sou casada e tenho uma filha de 12 anos”.
Uma possível presença nos Jogos Olímpicos não está nos seus planos, uma vez que é preciso cumprir o calendário da FPTAC. “É sonhar alto, já que não tenho disponibilidade para isso”.



