Sábado, 27 de Novembro de 2021

Saúde Psicológica no regresso à “nova normalidade”

Ansiedade face aos novos paradigmas, medo de contágio, preocupação em manter a fonte de rendimento são um cocktail perfeito para abalar a saúde mental de qualquer trabalhador. O teletrabalho, devido à pandemia, foi amplamente difundido e mesmo potenciado, mas com o avançar do “desconfinamento” surge uma incerteza, tanto de empregadores quanto dos trabalhadores, sobre o […]

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Ansiedade face aos novos paradigmas, medo de contágio, preocupação em manter a fonte de rendimento são um cocktail perfeito para abalar a saúde mental de qualquer trabalhador.

O teletrabalho, devido à pandemia, foi amplamente difundido e mesmo potenciado, mas com o avançar do “desconfinamento” surge uma incerteza, tanto de empregadores quanto dos trabalhadores, sobre o futuro, onde vários fatores são adicionados, como o retorno ao local de trabalho, o risco de contágio, o reordenamento das práticas laborais e, acima de tudo, o stresse da possível perda de trabalho. Em resumo, existem vários fatores na saúde psicológica dos funcionários, que as organizações devem começar a enfrentar.

Os riscos e medos que os funcionários podem ter quando retomam aos seus locais de trabalho serão tão variados quanto o número de funcionários que a empresa possui, daí a importância da flexibilidade e da comunicação interna com os trabalhadores para atender a cada preocupação, com a devida atenção que corresponde.  

As empresas devem-se esforçar para criar ambientes de trabalho seguros, adaptando as suas instalações, processos e padrões de acordo com os novos parâmetros.

Para “funcionar” bem, é necessário estar de boa saúde, tanto física quanto mental. Portanto, o principal medo dos colaboradores será infetarem-se uns aos outros e consequentemente infetar os seus familiares, principalmente os mais vulneráveis.

Não havendo fórmulas milagrosas para a criação de um local de trabalho seguro é importante, mais do que nunca, haver empatia, isto é, ter a capacidade de ouvir e se colocar no lugar do outro. Este tópico é fundamental, de acordo com especialistas em Psicologia do trabalho e Recursos Humanos, onde a comunicação deve ser a melhor vacina e tratamento para a ansiedade.

Os empregadores precisam de definir maneiras eficazes de comunicar as medidas gerais a serem implementadas e manter os canais de comunicação abertos a preocupações. Por outro lado, é essencial enfatizar a flexibilidade, onde as empresas são capazes de abordar casos individuais com compreensão e criatividade para alcançar consenso e soluções.

Pois, potenciar e fomentar um local de trabalho saudável tanto fisicamente como mentalmente é sinónimo de bom desempenho laboral.

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