Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

SCVR a vergonha tem cara(s)?…

No dia 8 de maio escrevi um artigo no NVR em que expliquei, porque motivo não devia haver eleições e passo a citar: “Porque foi uma vergonha o que aconteceu no ano passado e não devemos querer que a história se repita, pois, acho que devem ser os sócios verdadeiramente pagantes a decidir os destinos do clube.

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Presumo que nestes 15 a 20 dias, as três candidaturas que se perfilam vão tentar arranjar umas dezenas de “sócios de conveniência” para votarem e que depois deixarão de pagar quotas, o que não sendo ilegal, desacreditam as eleições, vulgarizam e insultam os verdadeiros sócios”.

Hoje, constato que me enganei, pois não foram dezenas de “sócios?”, mas sim cerca de NOVECENTOS e só houve 799 “votos” expressos no universo eleitoral de cerca de 2300. Não me venham cá com “eleições (?)” mais concorridas de sempre (?) porque os cerca de 900 sócios de 5€ “votaram” em massa, pois foram feitos só para este efeito. 

Como foi conseguida a esmagadora maioria destes “Sócios”? Feitos à molhada e segundo ouvi na comunicação social radiofónica, houve um sócio já identificado pela PSP que recebia de uma ou mais(?) candidaturas 2€ por cada cartão de sócio efetuado. Ora isto é VERGONHOSO, PERVERSO, IMORAL, ILEGAL e, no meu entender, um caso de polícia para ser investigado até às últimas consequências. (Violação dos Estatutos sr. PCMVR).

Admira-me as três candidaturas terem escolhido e partilhado este caminho, quando pelo menos uma delas, no ano passado, lutou (lutei) até à exaustão contra este tipo de situação que apesar de o princípio ter sido o mesmo, as gravidades dos acontecimentos não são comparáveis. 

Penso que as razões acima transcritas, deveriam merecer uma reflexão dos sócios, não foi em vão que até ao sócio nº 600 só “votaram (?)” cerca de 5% (± 30 sócios).

Por isso, defendo que não deveria haver eleições sem uma APROVAÇÃO de uma revisão de Estatutos.

Enquanto esta revisão não for efetuada, a tendência é para a direção em funções manter o status quo, pois fica em vantagem (controla o aparelho) e nunca haverá eleições justas no SCVR.

Em 24 de maio, tomámos conhecimento de uma suspensão da data das eleições no SCVR pelo sr. PMAG, em que explicou e fundamentou as razões da sua decisão, sendo o órgão social do clube com poderes para o efeito, podendo como é óbvio concordar-se ou discordar-se de tal decisão.

No dia seguinte, por volta das 14h30, o sr. presidente da CMVR, não sei com que direito, pois foi eleito democraticamente com 64% dos votos para gerir o município de Vila Real, vem a terreiro interferir no funcionamento de uma instituição, com órgãos próprios e devidamente eleitos, com afirmações prepotentes (Hoje há eleições) não verdadeiras (anomalia chave/fechadura), quem a mandou mudar foi o órgão executivo com poderes para tal, o sr. presidente da direção e chantagem política (“não há subsídios para o SCVR enquanto não houver eleições”), concluindo   com a seguinte frase: “a CMVR não se intromete nos assuntos do SCVR”… É preciso descaramento. O senhor é um Presidente eleito, não será de certeza Luís XIV, o Rei Sol…

Caros sócios, não podemos deixar que se continue a percorrer este caminho no nosso clube, temos que intervir e corrigir esta situação. Dizem os estatutos no artº 1 ponto único: “Como coletividade desportiva, o SCVR é completamente alheio a todas doutrinas políticas e credo religiosos”. And the Show Must Go ON…

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