Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2024
No menu items!
Levi Leandro
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

SCVR – Comunicar com Transparência… opaca…

Escrevo este artigo como se esta direção tivesse sido eleita à luz dos Estatutos e soubéssemos quem é quem nesta direção. Após 230 dias da tomada de posse, a direção executiva(?) “falou” aos sócios pela primeira vez, através dum comunicado extenso, enfadonho e inócuo. Publicando-o em facebooks e num jornal online, assinado por um diretor geral e não pelo presidente do clube. 

-PUB-

 Relembro que, em março de 2018, foram aprovadas as “contas” de 2017, com dois votos contra, sendo um, dum sócio que pertencia à direção eleita, mas entretanto a abandonou, e o meu. Fi-lo porque não estavam refletidas as dívidas à FIFA (14000€) e à CCAM (97000€). Estavam presentes os elementos da anterior direção, os da atual e outros sócios, que aprovaram as “contas”, com 298400€ de passivo. Este, acrescido das duas dívidas seria de 409400€, mas o passivo real, ficaria em 283655€, pois os 125745€ subtraídos, correspondem a uma dívida do Totonegócio, que não existe, mas por questões burocráticas deve constar. Todos os sócios que estiveram nas Assembleias Gerais sabem-no. O passivo poderá ainda diminuir mais 15000€. Confiando na direção que diz que o passivo ou mapa de dívidas em junho de 2018 era de 475000€, mais 65600€ que em 31/12/17 (subtraindo os 125,745mil€), o passivo real passou para 349255€. Como a CMVR/Formação “pagaram” em outubro a dívida à CCAM no valor de 33000€, o passivo real desceu para 252255€. Todas as dívidas referidas pela direção, com exceção da Agência de Viagens, estavam nas contas aprovadas de 2017, incluindo a que está em litígio e espero que F. Carvalho não a transforme numa questão pessoal, pois sei que o vice-presidente em questão enviou uma carta registada e o clube não a recebeu…, enviou um email e o clube não respondeu…, nem tentaram promover um acordo…

Os números apresentados estão incompletos. Nas receitas colocaram um valor de 200000€, nos subsídios públicos (zero euros), afirmando “…ainda longe do praticado noutros concelhos do nosso distrito…”, a CMVR percebeu….

Nas despesas, colocaram um valor de 150000€ para todo o futebol(?), o valor remanescente, referente a despesas de manutenção, custos de estrutura, logística e administrativa (zero euros). Com este “esquecimento transparente”, só a direção pode prever 20 mil euros de exercício positivo…, não esclareceram os sócios sobre a receita do jogo da taça com o FCP, insistem na omissão da informação que tanto criticaram na direção anterior. Onde está o profissionalismo e transparência apregoada por esta direção?

Bem-sucedido, realço a renegociação e liquidação da dívida à CCAM, por cerca de um terço (33000€); despesas correntes e outras dívidas; a abertura de conta bancária; recuperar direitos desportivos de jogador(es); a aquisição do autocarro que, apesar de não resolver o problema dos transportes do clube, é uma mais-valia e positivo em termos de imagem, mas cuidado com as multas…

Para evitar a pouca vergonha que protagonizaram há 9 meses, 10 vezes superior à que criticaram em junho de 2017, esperava uma palavra sobre a revisão dos estatutos, mas…. 
As críticas à direção anterior, e tiveram mais de sete meses para o analisar, são mais insinuantes do que conclusivas, esperava mais assertividade, mas se tiverem provas que prejudicaram o clube, F.C. sabe o que tem a fazer… 

OUTROS ARTIGOS

ARTIGOS DE OPINIÃO + LIDOS

Mais lidas

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.