IgrejaSé de Vila Real acolhe celebrações do património artístico e cultural

Sé de Vila Real acolhe celebrações do património artístico e cultural

A Direcção Regional de Cultura do Norte, em colaboração com a Diocese de Vila Real, comemora o Dia Internacional dos Monumentos, em Vila Real, na Igreja de S. Domingos, amanhã, pelas 18 horas, numa sessão presidida por sua Excelência Reverendíssima o Bispo de Vila Real. As comemorações que vão acontecer um pouco por todo o […]

A Direcção Regional de Cultura do Norte, em colaboração com a Diocese de Vila Real, comemora o Dia Internacional dos Monumentos, em Vila Real, na Igreja de S. Domingos, amanhã, pelas 18 horas, numa sessão presidida por sua Excelência Reverendíssima o Bispo de Vila Real.

As comemorações que vão acontecer um pouco por todo o país constituem a resposta encontrada, por quem dirige os desígnios da Cultura, na Região Norte, ao apelo internacional, formulado pelo ICOMOS, Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, para que, nesta data, se apresentasse “um olhar especial ao património religioso e aos espaços sagrados, considerando que a expressão cultural da religiosidade constitui uma das mais importantes componentes do património no mundo actual e uma das principais marcas da paisagem cultural portuguesa”.

A Igreja de S. Domingos, vulgo Sé de Vila Real, é, lê-se nos documentos do ex-IPPAR, Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico, produzidos por ocasião da sua recente intervenção, neste monumento, “um templo (…) um notável edifício gótico (…) a que, mais tarde, se juntaram, ao conjunto românico, a torre e presbitério barrocos, sem lhe perturbar a harmonia”.

A caracterização apresentada seria certamente motivo mais que bastante para que este espaço fosse eleito cenário e razão de comemoração. Porém, após as obras de recuperação, conservação e restauro, a equipa responsável, coordenada por Fernando Pádua, ousou, intencionalmente, associar à arte arquitectónica aí presente as artes plásticas que encontram maior expressão nos vitrais de João Vieira.

Assim, desde então, este é um monumento que encerra em si uma perfeita simbiose entre a antiguidade e a actualidade, entre o passado e o presente, entre o princípio e o fim, o alfa e o ómega representados nos vitrais.

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce” assim diz o poeta, a obra de arte como criação humana, o homem como criação divina, esta comunhão artística constitui um convite à reflexão, conduzida pela palavra de António Azevedo, numa comunicação, subordinada à temática proposta pelo ICOMOS, que acrescentará, certamente, a todos os presentes, mais sobre o carácter verdadeiramente universal da arte, enquanto produção consciente de beleza, numa perspectiva verdadeiramente transversal, derrubando as barreiras do tempo e do espaço, assumindo as mais diversas expressões culturais.

A comunicação de António Azevedo será precedida por um momento musical, mais um apelo à celebração artística, no qual, parafraseando Victor Hugo, pela música se dirá “o que não pode ser dito e o que não pode ser silenciado”.

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