No âmbito da campanha em curso para o referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez (IVG), temos vindo a ser confrontados com declarações/argumentos que nos suscitam algumas considerações. Antes de mais, faço questão de começar por sublinhar que nunca fui e não sou “a favor do aborto”, da mesma maneira que não posso deixar de ter um profundo respeito pelas mulheres que, em plena consciência, não arranjam outra solução/recurso, acabando por interromper a sua gravidez. Tudo isto, naturalmente, porque sentem não reunir as condições mínimas para assumirem uma gravidez (não) desejada e uma maternidade responsável. Depois, conviria recordar que quem defende a liberdade de decisão da mulher, nos prazos e condições legalmente definidos, admite uma
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