Como escrevi, então, foram transformações extraordinariamente positivas que não merecem discussão mas que tiveram algum impacto negativo na prática médica clássica, nomeadamente naquela relação médico-doente, intimista e personalizada, que durante centenas de anos constituiu a base da arte médica hipocrática. E a questão que se põe hoje em dia é se o atual sistema de saúde massificado e que levou à funcionalização dos médicos é ou não compatível com esse tradicional exercício da prática médica? Compreende-se melhor esta problemática, que não é exclusiva do nosso país, à luz destas palavras deste prestigiado professor de medicina francês: “Dénaturée par la societé de consommation, soumise au diktat de la sauté publique et etranglée par la bureaucratie sanitaire,
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