O perfil estreito e limitado das artérias, os acessos comprometidos devido ao estacionamento abusivo e a falta de pressão em algumas bocas de incêndios são as principais problemáticas verificadas na sequência de um exercício realizado, no dia um, no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil, e que levou mais de 35 bombeiros a combater um incêndio fictício no centro da cidade de Vila Real.
“Os objetivos deste simulacro, mais do que testar a articulação operacional entre os corpos de bombeiros, foi saber as dificuldades e limitações dos acessos dos meios de socorro a uma rua do centro histórico”, explicou Miguel Fonseca, responsável pela Proteção Civil Municipal de Vila Real.
Segundo o mesmo responsável, além do “problema natural”, e impossível de ultrapassar, inerente à dimensão das artérias, os bombeiros no local tiveram que lidar com uma outra questão, o estacionamento que, muitas vezes abusivo, traz acrescidas complicações. “Mesmo as viaturas ligeiras têm dificuldades em fazer uma simples manobra”, explicou o mesmo responsável.
Relativamente às bocas de incêndios, Miguel Fonseca sublinhou que a situação também não surgiu como uma grande novidade para os meios envolvidos e que o objetivo era mesmo comprovar que os bombeiros da cidade são capazes de “trabalhar para ultrapassar esse problema”. “Não ganhamos nada em escamotear as situações, temos que fazer esse levantamento, tornar público e sensibilizar a população para que, também com o seu apoio, consigamos ultrapassar essas dificuldades”, defendeu.
Carlos Silva, vereador da Câmara Municipal de Vila Real, adiantou que vai ser feito um levantamento de todas as lacunas existentes e analisar a possibilidade de intervir ao nível da rede de abastecimento. No entanto ressalvou que “o importante é também saber que existe forma de responder de forma alternativa”. “Não é dizer que quem não tem cão caça com gato, mas temos que garantir que estamos preparados para tudo”, sublinhou.
Já em relação ao estacionamento, o mesmo responsável político revelou que a autarquia “pode e vai” atuar. Depois do exercício, todas as entidades vão “analisar, em concreto, cada troço e trecho das vias e do espaço” e, como garantiu Carlos Silva, serão tomadas as “medidas complementares” necessárias, como por exemplo “proibir o estacionamento ou condicioná–lo em alguns momentos”.
A autarquia vai ainda pedir à Polícia de Segurança Pública que “seja incisiva na aplicação da legislação”, isso para que “a segurança esteja sempre garantida”.
Finalmente, ao nível municipal, será necessário “sensibilizar aos utilizadores daqueles espaços (comerciantes, moradores e população em geral) para a necessidade do cumprimento das regras de trânsito, estacionamento e acessibilidades”.
O simulacro foi uma das atividades realizadas para assinalar o Dia Internacional da Proteção Civil. Uma exposição estática/mostra de meios dos vários agentes de Proteção Civil, uma demonstração de técnicas de resgate e um exercício com a participação da GNR, PSP e Corpos de Bombeiros, foram outras das iniciativas desenvolvidas pela proteção civil municipal.


