Domingo, 17 de Outubro de 2021

Teimosa esperança

Ao menos uma vez na vida, há uma hora em que cada um de nós dá consigo a pensar no que podia ter sido e não foi. É como estou, trinta e sete anos depois da revolução feita por militares e no termo da mais lamentável campanha eleitoral para as presidenciais de que tenho memória.

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Em 1974, o Movimento das Forças Armadas depôs a ditadura e apresentou o seu programa: Democratizar, Descolonizar, Desenvolver. Todos quantos sofreram 48 anos de falta de liberdade e de respeito pelos Direitos Humanos, acharam que era um programa bom e possível.

Tudo se estragou, porém, com a chegada de líderes partidários vindos do estrangeiro, esfaimados de poder e pressionados por interesses internacionais que hoje se conhecem. À medida que cresciam os interesses partidários, Portugal sumia-se na balbúrdia. E no entanto, tinha sido um acto de bom senso, humildade e amor à Pátria, ter dito a verdade ao povo: Liberdade já tem e agora, devagar, vamos construir a Democracia; temos de ser prudentes com a Descolonização,

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