Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

Temas fundamentais da última assembleia

1 – Como havíamos oportunamente noticiado, realizou-se em Fátima, de 8 a 11 deste mês de Novembro, a habitual assembleia plenária dos Bispos Portugueses.

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Os meios diários da comunicação social já falaram oportunamente de alguns temas da agenda dessa assembleia, mormente do discurso do Presidente da CEP que recordou a Visita do Papa em Maio passado e fez um apelo aos políticos para «falarem verdade aos cidadãos» como a condição indispensável para se vencer a crise gravíssima em que estamos envolvidos.

Neste lugar, informamos agora de quatro alíneas a que os bispos deram especial relevo: o estudo do discurso do Papa aos Bispos, a aprovação de umas «Bases» para o diálogo com as Misericórdias Portuguesas, a constituição de um «Fundo Solidário, e o estudo do documento pastoral «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal».

2 – Sobre o discurso do Papa aos Bispos, destaca-se o apelo à «iniciação cristã» a fazer nas paróquias, que permita a formação de um laicado amadurecido e adulto de modo a fazer frente à onda secularista em extensão na Europa. A catequese que anda a ser feita «é insuficiente por ser quase exclusivamente intelectual»

3 – Sobre as Misericórdias, lembra- -se que, no Verão, foi divulgado um decreto dos Bispos que estabelece que as Misericórdias são entidades públicas da Igreja e, como tais, estão sujeitas à vigilância dos Bispos. Quando o decreto foi divulgado, houve uma reacção extremista da União das Misericórdias, por não se entender bem o alcance do decreto, atitude que deseja responder este conjunto de Bases em ordem ao diálogo. De facto, aquele decreto não significa que as Misericórdias não tenham a sua autonomia administrativa, que respondem sempre perante a respectiva assembleia estatutária. Há casos, porém, em que é necessária a intervenção do respectivo Bispo: para homologação das eleições, para casos de recurso ao tribunal, para aprovação final de contas e para a alienação do património acima de um certo montante, além da intervenção natural sobre tudo o que diz respeito ao culto e legados pios.

4 – O terceiro facto da agenda foi a aprovação de um «Fundo Social Solidário» proposto pela «Comissão Episcopal da Acção Social» para oferecer a ajuda possível da Igreja à crise social que se adivinha muito grave. Esse fundo será gerido pela Caritas. Os donativos para esse Fundo podem ser dirigidos por vários meios:

Por transferência bancária para a conta Fundo Social Solidário com o nº 109004 01508 junto ao banco Milenium BCP e o NIB 003300000109004015012;

Nas caixas Multibanco: entidade 22222, Referência 222 222 222;

Enviando o donativo para a sede da Caritas Portuguesa, Praça Pasteur, 11, 2E, 1000- 238 Lisboa.

Para obter o recibo: remeter os seguintes elementos de forma legível: nome, morada, nº de contribuinte, finalidade do donativo e cópia comprovativa do mesmo para o e-mail: caritas&caritas.pt ou através de carta para a morada acima referida. Pode ainda usar o telefone 760 300 150.

5 – Finalmente, esclareceram-se as fórmulas das perguntas que hão-de orientar a reflexão pastoral nas Paróquias, nas assembleias do Clero e dos Religiosos acerca da Pastoral da Igreja em Portugal.

6 – Publicou-se uma Nota Pastoral sobre os 50 anos dos Cursos de Cristandade em Portugal, e informou–se que, no próximo ano, haverá um «recenseamento geral» da prática dominical coincidente com o recenseamento civil da população e um outro em forma de «amostragem» sobre a atitude dos portugueses na sua relação com a Igreja.

 

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