Quarta-feira, 16 de Junho de 2021

“Temos que acreditar na ciência”

Entre ontem e hoje, 70 profissionais de saúde do ACES do Alto Tâmega e Barroso já foram vacinados, perspetivando-se a chegada de mais doses da vacina que é vista como “um sinal de esperança”.

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A VTM esteve no Centro de Saúde nº2 de Chaves, esta terça feira, onde testemunhou o momento em que Patrícia Almeida e Rui Machado foram vacinados contra a Covid-19. O casal de enfermeiros, a trabalhar em Ribeira de Pena, foram dois dos 70 profissionais de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Alto Tâmega e Barroso que foram vacinados entre esta segunda e terça feira.

No momento em que lhe estava a ser administrada a vacina, Patrícia Almeida confessou que o coração estava a bater mais forte do que o normal. Já na sala, para onde são posteriormente encaminhados e aguardam 30 minutos, para perceber se a vacina tem qualquer efeito secundário, a enfermeira explicou que “foi do nervosismo do próprio momento, especial, e não medo dos efeitos”.

Patrícia Almeida apelou a que os portugueses aderiram à vacina e que “temos que acreditar na ciência e esperar que tudo corra bem até porque temos a perspetiva de que de outra forma, não há melhoria”.

Opinião partilhada por Rui Machado, enfermeiro e marido de Patrícia Almeida. “Que o mais rapidamente possível todos sejam vacinados para que consigamos obter a tão desejada imunidade de grupo”.

Neste mesmo dia, também Fernando Calvão, especialista em Medicina Geral e Familiar em Montalegre, se dirigiu a Chaves para ser vacinado e questionado sobre o que lhe veio à cabeça respondeu: “Só me pode passar pela cabeça uma coisa. A doença é mil vezes pior que os efeitos colaterais que a vacina possa ter”, disse de forma perentória, acrescentando que a vacina contra a Covid-19 foi “um avanço significativo, conseguido em tempo recorde”. “A ciência está de parabéns”.

Maria Cândida Eiras, presidente da Direção de Enfermagem do ACES do Alto Tâmega e Barroso referiu que o processo está a decorrer normalmente e que, até ao momento, “não ocorreram reações secundárias” à vacina que, para a enfermeira, é uma lufada de ar fresco. “Foram meses de muita angústia com medo dos surtos e com a preocupação com os nossos profissionais porque sem eles não podemos prestar cuidados de saúde de qualidade”.

O ACES do Alto Tâmega recebeu 70 doses da vacina contra a Covid-19 administradas, “essencialmente”, aos profissionais que estão na linha da frente.

“Tivemos que priorizar. Vacinámos os que estão a prestar cuidados diretos às áreas dedicadas a doentes com sintomas respiratórios e à Covid-19 e aos que estão a fazer os testes, os que estão nas equipas de cuidados continuados integrados e fazem visitas domiciliárias a doentes dependentes e os de saúde pública”, explicou Laurentina Teixeira, diretora do agrupamento que agrega todos os centros de saúde dos seis concelhos do Alto Tâmega, sublinhando que na próxima semana conta com a chegada de mais doses para dar seguimento à campanha de vacinação dos cerca de 390 profissionais que integram este ACES. “Até ao final de março contamos ter todos os profissionais vacinados”.

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