Sábado, 18 de Setembro de 2021

tempo de pandemia e de prazeres

Tempo de férias que no meu caso, estando reformado e, portanto, já sem exercer a minha atividade profissional de médico e professor da faculdade, consiste mais em mudar de ambiente e, naturalmente, alterar parte das minhas rotinas diárias.

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Passei a primeira semana de julho, no Douro, na minha casa de Vilar de Maçada com amigos que adoram essa terra abençoada. Passeios, leituras, conversas, Netflix, reflexões sobre a vida. Visitas aos belos lugares do nosso Douro como, S. Leonardo da Galafura, S. Salvador do Mundo e as magníficas quintas com os seus enoturismos que vieram dar ao Douro mais conforto e modernidade sem o descaracterizar. Apreciar a nossa gastronomia como aconteceu na visita que fizemos, com amigos, ao “Calça Curta”, no Tua, onde fomos acolhidos com simpatia e onde apreciámos as especialidades da casa que o rio Douro ali a correr ao nosso lado tornou ainda mais saborosas. Sublinhe-se aqui a responsabilidade do meu amigo Eng. António Carvalho de S. Mamede de Ribatua que conhece estas terras e os seus locais icónicos como ninguém. Agora, no Algarve, com os netos, a desfrutar do magnífico clima deste sul português. Claro que continuamos com a pandemia, mas o programa de vacinação vai-nos permitir conviver com o vírus, à semelhança do que acontece com outras doenças infetocontagiosas. Acabarão, a maioria ou mesmo a totalidade das restrições, e todos nos adaptaremos à nova “coronavida”. Durante os longos confinamentos que vivemos nestes 16 meses, li bastante e deste modo enriqueci-me, tantas as lições de vida, as informações e as novidades que os livros me proporcionaram. Aqui vos deixo alguns dos mais significativos: Biografias de Michel Obama (“Becoming”), Barack Obama (“Uma Terra Prometida”), “Gorbachov. A Biografia” de William Taubman, “O Poço e a Estrada” de Isabel Rio Novo (Biografia não autorizada de Agustina Bessa-Luís), “Sapatos de Corda. Agustina” que aborda alguns aspetos da vida de Agustina por sua filha Mónica Baldaque, Woody Allen (“A Propósito de Nada”), Jorge Amado, António Guterres “O Mundo Não Tem de Ser Assim” de Pedro Latoeiro e Filipe Domingues, “Duquesa de Windsor” de Diana Miltford, “Tim Cook” de Leander Kahney, Kim Philby (“Um espião Entre Amigos). Outros livros com interesse: “A Fuga dos Nazis (Eric Frattini), “Fascismo Um Alerta” (Madeleine Albrigth), “Rua de Paris em Dia de Chuva” (Isabel Rio Novo, biografia ficcionada do pintor impressionista Gustavo Caillebotte), “Dez Lições Para Um Mundo Pós-Pandemia” de Fareed Zakaria, “Cartas a Um Jovem Romancista” de Vargas Llosa, “Entrevistas” de Vitor Gonçalves. Já devem ter percebido por este conjunto de livros que aqui vos deixo, que aprecio muito biografias e, particularmente, as escritas pelo próprio. Das que li, até hoje, destaco as de Winston Churchill. Há várias, mas as mais completas e significativas foram as escritas pelo seu biógrafo oficial, Sir Martin Gilbert. Das portuguesas, aprecio, especialmente a de Miguel Torga por si escrita com o título “A Criação do Mundo”. A vida do escritor brasileiro Nelson Rodrigues “O Anjo Pornográfico” de Ruy Castro também me marcou especialmente, pela analogia com o Brasil que os meus avós paternos viveram. Continuaremos em próximos artigos a falar destes livros.

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