Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021
Eduardo Varandas
Arquiteto. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Tempos de incerteza e angústia

O inesperado aparecimento e posterior disseminação do chamado coronovírus, à escala global, veio confrontar a humanidade com uma realidade inimaginável. Situação que, para muitos de nós, só era possível antever nos filmes de ficção. Porém, este inimigo invisível, sub-reptício, todo-poderoso, com capacdade de propagação exponencial, atacando o ser humano silenciosamente, deixou de ser uma realidade […]

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O inesperado aparecimento e posterior disseminação do chamado coronovírus, à escala global, veio confrontar a humanidade com uma realidade inimaginável. Situação que, para muitos de nós, só era possível antever nos filmes de ficção. Porém, este inimigo invisível, sub-reptício, todo-poderoso, com capacdade de propagação exponencial, atacando o ser humano silenciosamente, deixou de ser uma realidade virtual para passar a ter uma existência real. Permanece entre nós, sem prazo definido para ser exterminado, visto que as armas existentes, de que a humanidade dispõe, são apenas paliativos para mitigar a dor, mas ineficazes perante a barreira intransponível que por ora o protege.

Sabe-se que surgiu na China, na cidade de Wuhan, localizada na Província de Hubei, e rapidamente se propagou por esse mundo fora, sem que nada o detivesse no seu percurso intercontinental.

Especula-se muito quanto à sua origem. Oficialmente diz-se que apareceu, em dezembro passado, num mercado doméstico da referida cidade, onde se comercializam animais selvagens, portadores do tal virus, tendo um deles infetado alguém que, por sua vez, serviu de correia de transmisão para a sua propagação entre os humanos. Mas existe também quem defenda a teoria da sua criação num laboratório de alta tecnologia viral, apontando para uma falha de segurança laboratorial e a consequente contaminação da população de Wuhan.

Num excelente artigo de opinião publicado no jornal online Observador, da autoria do Dr. Margalho Carrilho, médico psiquiatra e pós-graduado em Ciência Política e Relações Internacionais, é abordada esta problemática sob vários prismas. Recomendo vivamante a sua leitura atenta, para se compreender melhor a relação atual entre as duas economias mundiais mais poderosas, isto é, EUA e RPC (1ª e 2ª, respetivamante), e a sua correlação com esta pandemia.

O escritor francês Albert Camus, Prémio Nobel da Literatura, na sua obra literária A Peste, acerca da epedemia que assolou a cidade argelina de Oran, dizia que o bacilo da peste não morre nem desaparece nunca, pode ficar dezenas de anos adormecido nos movéis e na roupa, espera pacientemente nos quartos, nas caves, nas malas, nos lenços e na papelada.

Para evitarmos uma situação semelhante, façamos votos para que a comunidade científica consiga descobrir o antídoto indispensável para lhe pôr cobro e livrar a humanidade deste flagelo. Só assim, deixaremos de viver tempos de incerteza e angústia.

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