Confrontado com esta nova realidade o técnico do Vila Real, Luís Pimentel, referiu que está de acordo com esta medida que só será benéfica para os clubes, que atravessam muitas dificuldades financeiras. “Teria que se fazer alguma coisa. Pior do que está, isto não iria ficar. Tinha que se acabar com a profissionalização nesta divisão, onde cerca de 70 a 80 por cento dos clubes têm salários em atraso”.
A partir da época 2010/2011, a III divisão deixa de existir e os clubes vencedores das divisões distritais passam automaticamente para a segunda divisão nacional, que continua a ser amadora e só há futebol profissional na Liga de Honra e, obviamente, na I Liga.
O técnico vila-realense acredita que esta nova reformulação trará mais adeptos ao futebol e é uma medida positiva. “Na época passada, o Vila Real a jogar no Regional, tinha mais adeptos nos jogos e as equipas de fora também traziam mais pessoas. A III Divisão é uma mentira. Sinceramente, não há qualquer diferença em jogar em Serzedelo, em Santa Maria da Oliveira, ou na Régua, em Valpaços, que são cidades, enquanto que muitas equipas que militam na III divisão são apenas freguesias. De certeza, que teríamos uma divisão de honra mais forte e mais competitiva, em que o melhor estará mais preparado para a segunda divisão”.
Luís Pimentel sublinha que os clubes dependem do que as pessoas pretendem deles. Numa altura de crise económica e financeira o futuro dos pequenos clubes passa pelos campeonatos amadores, mas o treinador vila-realense refere que o Vila Real tem capacidade para ir mais longe. “Para já, o clube tem capacidade para ir até à segunda divisão, se conseguir criar estrutura organizacional e financeira sólida que lhe permita alcançar a estabilidade. Depois, tudo depende do que as pessoas pretendam para o futebol em Vila Real”, finaliza o professor.



