Vila RealTrabalhadores vila-realenses vão concentrar-se no Largo do Pelourinho

Trabalhadores vila-realenses vão concentrar-se no Largo do Pelourinho

Os sindicalistas estão empenhados na sensibilização dos trabalhadores para a Greve Geral do próximo dia 24. Sublinhando que os portugueses têm razões “mais que suficientes” para lutar pelos seus direitos, a União de Sindicatos de Vila Real alargou o número de elementos da sua direcção, o que mostra o grande compromisso dos representantes dos trabalhadores na luta contra a ofensiva dos sucessivos Governos.

Acreditando que a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro seja uma das “mais participadas de sempre”, a União de Sindicatos de Vila Real (USVR) vai organizar para esse dia, no Largo do Pelourinho, na Avenida Carvalho Araújo, uma concentração de trabalhadores.

A iniciativa foi divulgada por António Serafim, coordenador da União vila-realense, no final do sétimo congresso daquela organização sindical, que se realizou no 12, e na qual foi eleita a sua nova direcção. “Já no próximo dia 24 vamos promover uma acção junto ao Largo do Pelourinho, onde vamos concentrar trabalhadores, fazer um balanço sobre a greve e anunciar próximas iniciativas de luta no distrito”, explicou o mesmo responsável sindical.

Além da decisão de organização da concentração, o Congresso ficou ainda marcado pela eleição da nova direcção da USVR, para a qual foi apresentada apenas uma lista, o que, segundo António Serafim, “mostra a união e o esforço no sentido de concertar forças”.

A situação difícil que se vive a nível nacional e a exigência de posições de força por parte dos sindicatos em defesa dos direitos laborais e sociais dos trabalhadores levou a que a participação dos vários sindicatos na direcção da USVR fosse alargada, passando aquela estrutura a contar com mais sete elementos, somando agora um total de 26 representantes das várias áreas sindicais.

“Esse aumento no número de membros mostra que existe uma maior disponibilidade e empenho” dos representantes dos trabalhadores na luta “contra a ofensiva que este e os anteriores Governos têm lançado ao mundo laboral”, defendeu António Serafim, contabilizando que no congresso distrital participaram representantes de 22 sindicatos.

O próximo passo será a eleição do coordenador, função até agora assumida por António Serafim (que continua na direcção e poderá vir a ser reconduzido), o que deverá acontecer na primeira reunião da nova direcção, ainda sem data marcada.

O sindicalista recorda que os trabalhadores “nunca desistiram” dos seus direitos e agora “têm razões mais que suficientes para continuar a lutar”.

Os sindicalistas lembram que, nos últimos três anos, o distrito transmontano viu encerrar cerca de seis mil pequenas e médias empresas (PME’s), sobretudo no sector do comércio tradicional e restauração. “O distrito tem quase 12 mil pessoas no desemprego, com esta crise, e todas as suas consequências, a situação ainda vai piorar”, advertiu o coordenador da União de Sindicatos, defendendo uma “mudança de rumo, a adopção de políticas alternativas que permitam um crescimento económico, mais emprego, a aposta no sector produtivo e no investimento público e privado, o aumento dos salários e das pensões, e a efectivação dos direitos da contratação colectiva”.

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