Trás-os-Montes, Valpaços e a auto-estrada transmontana

Todos os transmontanos esfregaram as mãos de contentes, e com razão, quando os famosos IP’s (Itinerários Principais) chegaram a Trás-os- -Montes.

Ligações rápidas ao litoral, boas faixas de circulação, quase sem pagar portagens, os transmontanos aproximavam-se finalmente do litoral. As lamentações surgiram depois, nos muitos acidentes registados nesses Itinerários, por vezes por se carregar demais no acelerador.

Se cada multa por excesso de velocidade custasse 500 euros e o automóvel ficasse desde logo apreendido até ao julgamento, por ventura os acidentes descessem para metade nestes IP’s transmontanos.

Já dizia o grande escritor Eça de Queirós que “a nossa consciência, é o medo à polícia”, e talvez a nossa consciência rodoviária não fuja muito a este pensamento de Eça.

Mas, optou-se por exigir, ou pedir, auto-estradas para Trás-os-Montes, como o remédio santo para evitar os acidentes. Finalmente, o tal remédio

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