O treinador vitorioso não poupou elogios à organização vila-realense e ao recinto desportivo, mas também José Araújo, treinador do Algés, enalteceu a qualidade das instalações e a resposta positiva do público. “Tendo em conta que estamos a falar de basquetebol feminino e de duas equipas que nem sequer são de cá” é de sublinhar o público presente que, “de longe, foi o melhor que já tivemos numa final da Taça”, explicou.
No que diz respeito à hospitalidade, “não esperávamos outra coisa senão o que encontramos em Vila Real”, referiu ainda o treinador da equipa vice-campeã, que, apesar da derrota, se mostrou satisfeito com o fim de semana desportivo.
O Vagos conquistou a Taça de Portugal de Basquetebol Feminino ao vencer o Algés por 55-49, numa “final four” que contou ainda com a participação do CAB Madeira e do Lousada.
A final four começou assim no sábado, com a realização das meias-finais, altura em que Algés venceu o CAB Madeira por 64-54, enquanto o Vagos foi claramente mais forte que o Lousada, ao terminar o encontro com o marcador nos 79-47.
No final, além das medalhas e da Taça, Manuel Martins, presidente da Câmara Municipal de Vila Real, entregou ainda a bola dourada, que representa o título de jogadora mais valiosa da partida, à atleta brasileira do Vagos, Flávia Santos, considerada como “decisiva” para a vitória da sua equipa, ao assinar 24 pontos no marcador.
O regresso das competições nacionais da modalidade à capital de distrito poderá acontecer dentro de meses, estando a ser desenvolvidos os esforços para que, em agosto, se realize no novo Pavilhão dos Desportos mais um encontro de Basquetebol “ao mais alto nível”, mais exatamente entre a Seleção Nacional de Seniores e a Checoslováquia.
No que diz respeito ao parque de estacionamento subterrâneo do Complexo do Seixo (que engloba o Pavilhão dos Desportos e a futura Central de Camionagem), Manuel Martins referiu recentemente à comunicação social local que este deverá estar concluído “até ao final do mês”. O mesmo responsável político voltou a lembrar que o atraso no projeto de construção do estacionamento deveu-se a um “pormenor”, mais exatamente a “alteração do sistema de vigilância” daquele espaço, que será completamente automatizado e para o qual foi necessário abrir um concurso público especial.




