A juíza do Tribunal de Vila Real considerou que os arguidos cometeram o crime de ofensa à integridade física qualificada, do qual vinham os três acusados. Terão ainda de pagar as custas e taxas do processo e os custos da intervenção a Pedro Taveira, no valor de 308 euros.
O caso remonta à madrugada do dia 29 de junho de 2017, quando Pedro Taveira foi espancado por um grupo de jovens à saída de um bar na zona do Pioledo, em Vila Real.
Os três ex-militares estavam acusados pelo Ministério Público de praticarem, em coautoria material e na forma consumada, um crime de ofensa à integridade física qualificada.
Na leitura da sentença, a juíza deu como provados os factos constantes na acusação, onde se pode ler que os arguidos “estavam acompanhados por um grupo não determinado nem identificado de amigos, se encontravam num bar, onde encetaram uma discussão com o assistente”, acrescentado ainda que à saída do bar, os três arguidos bateram no assistente, desferindo-lhe murros na cara e pontapearam-no quando estava caído no chão, tendo a escaramuça acabado com a chegada da polícia.
Uma das advogadas de defesa vai recorrer da decisão, enquanto outros dos advogados optou por não prestar declarações aos jornalistas.
A mãe de Pedro Taveira à saída do tribunal confessou que o processo “foi muito demorado, mas que se fez justiça”, lembrando que ainda hoje o filho “sofre e tem pesadelos” com o que lhe aconteceu naquela noite de verão no Pioledo.

