Foi no sopé da margem esquerda do rio Tua que tudo aconteceu. Inesperadamente, um desprendimento súbito de um maciço rochoso atingiu uma máquina giratória e soterrou num ápice três homens, cujos corpos só foram retirados ao fim da tarde, devido às más condições de acesso. A EDP acionou o Plano de Emergência e vai abrir um inquérito ao sinistro.
A empresa garante que se tratou de um aluimento natural de terrenos numa área geologicamente íngreme, sensível e movediça. As rochas acabaram por cair por cima do local onde se procedia aos trabalhos.
A Mota-Engil disponibilizou psicólogos para acompanharem as famílias das vítimas, enquanto o secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo, garantiu que o Governo “tudo fará” para implementar “as medidas adequadas para que não volte a ocorrer um acidente deste tipo”. Por outro lado, o agrupamento de empresas que está a construir a barragem de Foz Tua excluiu qualquer cenário de desrespeito pelas normas de segurança.
As vítimas deste acidente mortal foram Valter Rodrigues, de 54 anos, de Folgosa do Douro, Alberto Tomé, com 57 anos, de Cabeceiras de Basto, e Carlos Leite Carvalho, de 41 anos e residente em Cotas – Alijó.
Ao local, acorreram 20 bombeiros das corporações de Alijó e S. Mamede de Ribatua e um helicóptero do INEM, bem como a GNR e uma equipa da Autoridade para as Condições do Trabalho. Este organismo abriu um inquérito e durante as investigações, a frente da obra estará encerrada.
A EDP e o Consórcio de empreiteiros estão a avaliar eventuais melhorias do sistema de segurança que permitam reforçar a vigilância dos maciços rochosos.
De sublinhar ainda que, na segunda-feira, os deputados do PSD, eleitos pelo circulo distrital de Vila Real, Luís Ramos e Pedro Pimentel, reuniram com os responsáveis da EDP com o objetivo de analisar as causas do acidente e as medidas de segurança no sentido de evitar novas ocorrências.



