Quarta-feira, 4 de Agosto de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Tu podes

Entre outras, esta é uma das frases que se têm lido num apelo à saída de casa para uns dias de férias em Portugal.

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Entre outras, esta é uma das frases que se têm lido num apelo à saída de casa para uns dias de férias em Portugal. Efetivamente, se Portugal tem merecido o qualificativo de Melhor Destino Turístico do Mundo, por que razão não havemos nós, portugueses, de conhecer melhor este destino que se tem vindo a afirmar e tem despertado a atenção de turistas dos mais diversos mercados mundiais? Conhecer a nossa terra é uma boa opção, disse-me há dias pessoa que se deliciava com a paisagem do Alto Douro Vinhateiro. Afinal, Portugal, nos três últimos anos, mereceu esse qualificativo, acompanhado por outras distinções setoriais. Em 2019, foram treze “óscares do turismo” que Portugal recebeu. Um bom motivo para o “Eu fico cá dentro”.

Quando lemos notícias, quando ouvimos, ou vemos reportagens sobre o turismo em Portugal, sentimos algum mal-estar, até revolta. Há quem não compreenda, ou não queira compreender, a sua importância para a economia nacional. Afinal, vamos todos descobrindo o sem-número de atividades que estão ligados, ou dependem, mesmo, do turismo. No alojamento, na restauração, na animação, na organização de eventos, nas agências de viagens, enfim, nos transportes aéreos e outros. E as providências cautelares não ajudam mesmo nada.

Em contrapartida é agradável e proporciona alento, a quem labuta no setor, algumas iniciativas que vão surgindo. Respiguei da imprensa: “reabertura do turismo, na Madeira, em julho, superou as expetativas”; “Torre dos Clérigos quase duplica turistas nacionais em junho e julho face aos mesmos meses de 2019”. E quanto aos “corredores seguros” não vale a pena continuar a bater na diplomacia portuguesa. Afinal, a Dinamarca já alterou a posição de há quinze dias e já permite a circulação sem constrangimentos entre Portugal e aquele país do Norte da Europa. Só a ilha, como se referia De Gaulle à Inglaterra, com tantos problemas no controle da pandemia no seu território, é que persiste em manter obstáculos à entrada. Por cá, deu para perceber como algumas cadeias de hotéis se distinguem por uma atitude positiva face aos problemas. Por isso, mantêm o maior número possível de unidades abertas, participam em campanhas de forma articulada, valorizando ainda mais a sua oferta. Foi assim que um hotel do Douro se articulou com a Rota de Cister e com as Aldeias Vinhateiras, integrando estes recursos da região numa campanha em que participa, “Ser feliz em Portugal”. Afinal, podemos fazer bem melhor.

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