RegiãoTurismo “de arquitetura” potencia visitas ao concelho

Turismo “de arquitetura” potencia visitas ao concelho

Sabrosa é um território que tem algumas das mais emblemáticas peças arquitetónicas contemporâneas construídas em Portugal na última década. Além desta presença da chamada “Escola do Porto”, no concelho encontram-se ainda testemunhos de vários estilos e diversas épocas da arquitetura portuguesa.

O Espaço Miguel Torga, com o traço de Souto de Moura, e o Armazém de envelhecimento de vinhos da Quinta da Portal, da autoria de Siza Vieira, são os modelos mais proeminentes e que mais visitas têm atraído recentemente.

Na passada sexta-feira, um grupo, constituído por cerca de 120 profissionais da área da construção (arquitetos, engenheiros e outros técnicos) realizou uma visita de estudo ao Espaço Miguel Torga e ao Armazém de vinhos da Quinta do Portal. No fim destas visitas, todos elogiaram os empreendimentos e alguns dos arquitetos confessaram que as duas obras de arte são, por vezes, referenciadas nos seus processos de qualificação pessoal e profissional. Razão pela qual vê o maior interesse nestas visitas de estudo.

A Câmara Municipal de Sabrosa tem vindo a registar com agrado e muita atenção as inúmeras visitas ao património arquitetónico do concelho, dados reveladores de um potencial turístico de inegáveis recursos, cujos dividendos são importantes para os agentes locais e para a promoção do próprio concelho.

O presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Marques, considera que no futuro pode surgir um instrumento que articule todos estes edificados e se possa constituir uma rota específica de visitação, “num processo em que a autarquia deve ser um parceiro importante”.

“Sabrosa tem exemplares de arquitetura contemporânea da autoria de dois prémios Pritzker e tem ainda um grande número de solares e alguns exemplos muito interessantes de ‘adegas de autor’, unidades de turismo no espaço rural, ou seja todo um vasto conjunto de obras que permite analisar as várias épocas da arquitetura, que também conta a história de um povo”, salientou José Marques.

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