Segundo os primeiros resultados da “Avaliação do Nível de Satisfação dos Turistas na Região Norte”, apresentados publicamente no dia 15, no Porto, dos visitantes que passam pela sub-região de Trás-os-Montes, 49,9 por cento regressam a casa “muito satisfeitos” com a experiência.
A região transmontana é assim a que apresenta a maior taxa de satisfação, seguida do Porto, com 41,9 por cento dos turistas a darem a pontuação máxima no que diz respeito à satisfação, do Minho, com 32,5 por cento, e, finalmente, do Douro, com 31,7 por cento.
O estudo, encomendado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e realizado pelo Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa e pela Qmetrics, revela ainda que aqueles que escolhem como destino turístico Trás-os-Montes apresentam o nível mais elevado de recomendação, tendo 56,5 por cento dos turistas, que passaram pela sub-região, afirmado que “muito provavelmente” recomendariam a experiência.
Mais, 60,3 por cento dos turistas garantiram que gostariam de revistar a região, enquanto que, por exemplo, no Douro, apenas 27,8 por cento classificaram como “muito provável” o seu regresso.
Os inquiridos no estudo relataram como pontos fortes em Trás-os-Montes o acolhimento, atendimento e serviços prestados no alojamento e ainda a gastronomia e os produtos típicos locais, mas denunciaram como negativo a disponibilidade de informação, a animação e a sinalização rodoviária.
No caso do Douro, além de apresentar também os três pontos fracos identificados em Trás-os-Montes, os turistas destacaram ainda o grau de profissionalismo na restauração, sendo os pontos fortes da região vinhateira também o acolhimento e atendimento no alojamento e a gastronomia, e produtos e os típicos locais, aos quais se juntam os vinhos.
“Manter os níveis de limpeza do meio urbano, nomeadamente das ruas e locais turísticos (atracções), aspecto muito valorizado pelos turistas; investir no ordenamento do espaço rural, valorizando a singularidade de Trás-os-Montes; qualificar e dar visibilidade aos vinhos e gastronomia; aumentar a disponibilidade de informação turística sobre o que fazer e o que visitar; e formar e qualificar os recursos humanos e o serviço prestado na restauração (ementas)”, são assim as recomendações deixadas no estudo para as entidades responsáveis pelo turismo na sub-região transmontana.
No que diz respeito aos resultados ao nível de toda a região Norte, a CCDR-N concluiu que “os dados apurados até ao momento dizem respeito à ‘época alta’ turística (de Abril a Setembro de 2010) e concluem por um índice de satisfação ‘positiva’ (7,8 numa escala de um a dez) e com margem significativa de crescimento (acima de 9, na mesma escala). 93,5 por cento dos turistas inquiridos até ao momento (860) diz-se ‘satisfeito’ (54 por cento) ou ‘muito satisfeito’ (39 por cento). Quase metade diz ainda ser ‘muito provável’ voltar a visitar a região já no próximo ano e recomendar o destino”.
Segundo a mesma fonte, “a singularidade dos destinos do Norte, a simpatia no acolhimento, o alojamento e a restauração, a gastronomia lideram a lista dos aspectos mais positivos na formação da satisfação turística. As visitas a locais e sítios históricos constituem, por outro lado, a actividade dominante dos turistas da região, com uma importância que ascende a 30 por cento da lista de actividades”.
“O estudo apresentado conclui ainda que são as ‘infra-estruturas de suporte ao turismo’ (alojamento, restauração, acessibilidades, informação turística, lazer, etc.) o factor que mais contribui para a “satisfação” dos turistas, com um peso de 35 por cento na formação da avaliação. Já os recursos turísticos (ou atracções, como a gastronomia, o património histórico, os valores naturais, rurais e urbanos, ou a cultura) são o factor que mais concorre para a “revisita” e a “recomendação”. A “imagem” é, por sua vez, o factor mais relevante para a melhoria futura da satisfação do turista, constituindo-se como a área de aposta recomendada como mais prioritária na valorização do sector”.
Realizado com base num inquérito directo aos turistas, o estudo constitui “uma operação inédita e pioneira em Portugal, pela dimensão da amostragem, cobertura territorial, metodologia empregue, conjunto de variáveis analisadas e volume e qualidade das informações fornecidas”.




