Domingo, 26 de Setembro de 2021
Levi Leandro
Engenheiro. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Um Bom Político será aquele que Mente…?

Como é público, decorre uma ação contra o SCVR, que neste momento, aguarda decisão final do recurso efetuado pelo clube no tribunal da Relação de Guimarães. Decidi ouvir as declarações prestadas por todos os intervenientes no julgamento, que ocorreu em janeiro de 2020 no tribunal de Vila Real, pois é um documento de consulta pública. 

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Não pude deixar de analisar as declarações proferidas na qualidade de testemunha do presidente Rui Santos. Para que não restem dúvidas, as frases entre “aspas” estão todas gravadas, e a voz é do sr. presidente.

A advogada questionou se Rui Santos terá dito na conferência de imprensa que deu, em 25/5/18, «dia do ato eleitoral do Sport Clube de Vila Real (SCVR)», se, «caso não se realizassem eleições nesse dia, o município suspenderia todos os apoios municipais?» Rui Santos, de forma perentória, respondeu, “Não”, continuando, “aquilo que eu disse é que nós teríamos que estar dentro da lei, que tínhamos um acordo com o SCVR e com a sua direção que o espaço estava entregue ao SCVR e que teríamos obviamente que analisar a legalidade da atribuição desses subsídios”. Ora, na dita conferência dada em 25/5 Rui Santos afirmou: “A autarquia suspenderá todos os apoios ao SCVR até que este processo eleitoral esteja clarificado”. Rui Santos mentiu? A resposta é óbvia.

Sobre a “tomada de posse”, o presidente referiu que não esteve presente e interrogado se soube onde decorreu o ato, respondeu: “julgo que no edifício do ex-Governo Civil de Vila Real”. Questionado sobre «quem deu a posse aos órgãos» afirmou: “não estive presente, não sei”. Isto significa que, desde a «tomada de posse» (16/6/18) até janeiro de 2020 , Rui Santos nunca falou sobre o ocorrido com o seu amigo e vereador Nuno Augusto, que foi quem deu «posse», e sendo um autêntico expert na utilização das várias redes sociais, nunca se apercebeu de nada. Alguém acredita nisto?

Quem assume a missão de serviço público, tem a função de servir e não de se servir, tem o dever de falar verdade, de cumprir a lei, de gerir bem os dinheiros públicos e de não mentir.

Relembro aos vila-realenses que temos um presidente que não cumpre a lei (obra da avenida), escreveu aos munícipes dizendo que não aumentava a fatura da água em 2020 e não cumpriu.

Em relação ao pagamento da indemnização pela autarquia à quinta do Trem autointitulou-se líder de um executivo PS “com prática de boa gestão camarária”, contudo esqueceu-se de dizer, que não vai gastar um cêntimo do orçamento da autarquia, e ainda vai ser reembolsado em mais de 430 000€.

O que será “um bom ato de gestão”? Gastar cerca de 2 milhões de euros no negócio da loja do cidadão e o edifício ser propriedade do município, ou gastar quase 5 milhões e o mesmo pertencer ao proprietário? Se o dinheiro fosse deles, o negócio seria feito desta forma? Os munícipes que analisem.

Atribuiu, em 9/3/20, um subsídio de 200 000€ aos amigos da associação promotora do circuito de Vila Real para realizar corridas em 2020 (?), mais uma habilidade pandémica.

Constata-se que Rui Santos, sob juramento, cometeu perjúrio em tribunal e concluo citando Obama: “A democracia não pode existir com um líder que mente”.

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