E pronto, num ápice termina a vida. A morte é uma soturna e traiçoeira feiticeira que não pede licença a ninguém. Aparece, faz o seu serviço e, da mesma forma subtil como veio, assim se vai. Até à próxima. Sabemo-la assim deseducada e por isso já não nos espanta a sua maneira de agir.
Espantam-nos outras feiticeiras, essas mais terra-a-terra, deste mundo, deste continente, deste país. Essas outras são também tenebrosas. Não matam mas moem.
O falecimento de António Cabral mereceu à imprensa nacional somente uma singela nota de rodapé num telejornal fora de horas. E nada mais. O país real, parco em cultura e generoso em idiotice, ignorou-o da mesma forma com o foi
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