Uma campanha alegre

A pergunta que invariavelmente se me tem colocado ao longo da pré-campanha e agora campanha eleitoral resume-se ao seguinte: que país é que queremos para vivermos? Até agora, nenhum dos candidatos me conseguiu responder a questão tão evidente e objectiva. Pelo contrário, todos eles, com excepções esporádicas, têm-se enredado nos chamados fait divers que nada têm de político e nada adiantam para o bem da nação.

Ouvi outro dia por acaso uma conversa de circunstância entre duas pessoas, num hipermercado em Vila Real. Os dois insurgiam-se contra o agravamento do nível de vida em 2011. Um deles rematou a conversação com isto: “se é para o bem do país!…”

Uma nação é feita destas coisas. Aqui o bem comum, o perfil identitário de um povo prevalece às variegadas sintomatologias corporativistas. Por isso é que Nação e Povo aparecem, muitas vezes, como palavras sinónimas. Seguindo um raciocínio de Adriano Moreira, a Nação transformou-se, nos tempos hodiernos, num valor cimeiro determinante da organização política, do direito internacional, e até de orientações ideológicas.

Vem isto a propósito da notícia que tem vindo a ser explanada na

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