Paulo Reis Mourão
Paulo Reis Mourão
Economista e Professor Universitário na Universidade do Minho. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Uma questão de Escola

Todos concordamos que educar é enriquecer – ou melhor, ficamos mais ricos se formos educados. Formados. Desenvolvidos. Aliás, as várias correntes do Pensamento baseados no Capital Humano assumem que povos mais cultos são povos desenvolvidos e, finalmente, mais ricos – que valorizam o que têm, que preservam o que se pode perder e, sobretudo, que se redescobrem naquilo que os potencializa.

Por isso, quando falamos de Escola, Educação ou Ensino falamos de algo extremamente precioso. Que nos coloca questões pertinentes. Queremos aprender depressa ou queremos aprender bem? Queremos educar para a cidadania ou queremos educar para os resultados? Queremos formar cidadãos ou queremos formar meros produtores? Ou meros consumidores? Ou meros esbanjadores? E aceitamos uma educação ao longo da vida, disponibilizando aos cidadãos ativos a possibilidade de enriquecimento ao longo das etapas do seu percurso, ou desejamos uma educação momentânea e intensa, concentrada no primeiro quarto de vida expectável?

Estas questões motivaram-me, em colaboração com Pedro Seixas Miranda, a assinarmos o artigo “Para uma discussão das políticas educativas à luz de Rawls”. O trabalho acaba de ser

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