Transmontano, sim, mas essencialmente defensor do Douro, foi a pensar neste que resolveu dar o seu primeiro passo no rico e fecundo trajeto que encetou na poesia e na prosa: “Percurso”, em 1985 (“Percurso de suavíssima estesia / Feito de transparências luminosas: / Nele me surpreendi – nesta agonia / De rimas tão cruéis quão saborosas”). Para além dos seus poemas (“pobres flores, campesinas, multicolores, do meu secreto jardim”) também editou reflexões (“Faúlhas”, “Disto e daquilo” ou “Bolas de sabão”), muitas delas saídas também no jornal “A Voz de Trás-os-Montes” que, eficazmente, dirigiu; notas íntimas, segundo referiu quando apresentou “Rebeldias”, “sem direção, nem personalização, um jogo de espelhos em que algumas imagens não serão surrealistas”,
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