Uma data redonda, celebrada com pompa, com peso e medida. Um evento que convocou para a capital do distrito alguns dos mais esclarecidos quadros nacionais, quer do foro público, quer privado que no Teatro de Vila Real trocaram experiências, saberes e previsões.
Carlos Magno, jornalista do melhor que o país teve e que preside à ERC (Entidade Reguladora da Comunicação) e João Palmeiro, vieram de Lisboa, trouxeram a sua experiência quer do setor público quer privado. Outros convidados, em representação de órgãos e de empresas gráficas, enriqueceram o agradável espaço do debate que as cinco primeiras páginas da edição seguinte da Voz de Trás-os-Montes revelam a quem lá não pôde estar. Todos os palestrantes exprimiram as suas expetativas quanto ao futuro da imprensa. Mas o jornalismo na era digital foi o assunto que prevaleceu no colóquio da manhã, já que de tarde teve outro tema preferencial: os desafios da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro.
O Agostinho Chaves traduz no seu judicioso editorial, curto ao seu estilo, mas assente na sua longa experiência. Resumiu o ambiente festivo no binómio: «dignidade e otimismo». Dias antes, no Panteão das celebridades históricas, o nosso «primeiro» enchera os ouvidos de nacionais e estrangeiros, com «indignidade». Afinal essa indignidade nasceu e prevalece em Lisboa, sendo necessário que os urbanos desçam ao povoado e venham aprender na periferia aquilo que o país real faz de bom, com menos meios, mas mais convicção, brio e humildade.
Antes de conhecer o programa dessa efeméride, havia-me comprometido com o jornalista e escritor transmontano Jorge Lage, para apresentar o seu mais recente livro: Mirandela: outros falares, na Casa Regional dos Transmontanos do Porto. Escravo dos meus compromissos, não pude corresponder ao convite da administração do Jornal, para optar pela presença na festa de aniversário, com a incumbência de falar dos dois saudosos diretores do órgão aniversariante. Henrique Maria dos Santos e António Maria Cardoso, dois obreiros que deram muito do que sabiam e podiam para fazerem da Voz de Trás-os-Montes um dos melhores órgãos da imprensa regional do país. Vi na 2ª página da última edição, numa coluna a cores, uma justa referência ao Padre Cardoso (1974-2014). Mas não vi nem li nada sobre o Dr. Henrique Maria dos Santos, o Abade da Sé. Aprendi muito com ambos, embora eu saiba pouco do muito que deveria ter aprendido, quer dentro, quer fora do seminário.
Não conhecia e fiquei radiante com a 3ª página que mostra «os novos ardinas» a distribuir a Voz de Trás-os-Montes, pelos cafés e pelas ruas de Vila Real. Termino este testemunho com esta alegria: nessa mesma tarde, enquanto aguardava pelo comboio, na estação da Campanhã, reparei que no balcão do Quiosque se encontrava entre os diários a Voz de Trás-os-Montes. Parabéns João Vilela!





