Tendo em conta que a universidade conta atualmente com perto de mil funcionários, docentes e não docentes, e cerca de 7.400 estudantes, calcula-se que 30 milhões de euros sejam pagos em salários e cerca de cinco milhões de euros são gastos em aquisição de bens, serviços ou com fornecedores. Em declarações à Agência Lusa, o professor de economia João Rebelo defende que, desse valor, 30 por cento fica na cidade.
Mais, o estudo lembra ainda as despesas dos estudantes, sublinhando que os gastos com a alimentação, bebidas, vestuário e rendas de casas representem “um mercado paralelo de importante significado nesta cidade”.
João Rebelo junta às contas “o efeito multiplicador sobre atividades a montante e jusante”, cujo valor diz que é difícil de calcular, mas que admite que se possa aproximar dos 12,75 milhões de euros.
O estudo, noticiado por vários órgãos de comunicação social, defende que a UTAD “gera um valor fundamental para a sustentabilidade quer da economia da cidade quer da região”, e prova disso é a evolução da população nas últimas décadas e no próprio poder médio de compra concelhio que, segundo o responsável pelo estudo, é superior à média nacional, atingindo um índice 102,5 por cento.




