“Foram apresentadas 39 propostas de aquisição para os 20 lotes disponíveis”, contabilizou, no dia quatro, a Câmara Municipal de Santa Marta de Penaguião sobre o processo de venda, a um euro, dos espaços disponíveis na sua Zona Oficinal.
Luís Machado, presidente da autarquia, considera que a elevada procura é a prova de que “as pessoas acreditam nas potencialidades do concelho”.
De recordar que, em dezembro, e mais de dois anos depois da criação daquela infraestrutura, o executivo camarário decidiu reduzir o preço de venda dos lotes de terreno de 25 para um euro por metro quatro.
A medida, pensada com o objetivo de incentivar a “fixação de empresas no concelho”, foi tomada numa altura em que “apenas dois dos 22 lotes disponíveis para venda” tinham sido alienados, sendo que outros dois estariam já no domínio da autarquia.
Entre as propostas apresentadas estão projetos ligados às mais variadas áreas de negócio, como por exemplo transportes, enchidos, serralharias, armazenagem e agricultura.
Segundo Luís Machado, a prioridade na atribuição dos lotes vai ser dada aos empresários residentes no concelho, “empresas que já estejam localizadas” no seu território “ou que criem mais postos de trabalho”.
A adjudicação dos lotes deverá ser feita durante o mês de março, sendo que as empresas terão dois anos para iniciar as obras e, caso queiram alienar os lotes, deverão requerer o parecer da autarquia, uma exigência que pretende acautelar “qualquer especulação imobiliária”.
Para a decisão de alteração do regulamento de venda e consequente redução dos preços pesou a situação económica difícil “que assola o país” e que trespassa “todos os setores de atividade, com especial enfoque o empresarial, que urge defender, para que a base económica do concelho não fique mais fragilizada”.
O presidente da Câmara, Luís Machado, defendeu, na altura em que anunciou a medida, que “chegou o momento de o município inverter o paradigma, assumindo um desempenho proativo, face ao explícito interesse municipal, adotando políticas concretas que influam de forma cirúrgica na economia local”.
A autarquia quer assim incentivar “o empreendedorismo e a empregabilidade, por forma a fazer frente à desproporção de meios para fazer face aos efeitos da crise, que se faz sentir, microeconomicamente no tecido económico local, em razão da sua ultraperiferia e défice competitivo”.
A zona oficinal representou um investimento de cerca de dois milhões de euros, e dispõe de 24 lotes, de cerca de 500 metros quadrados cada.



