Agostinho Chaves
Agostinho Chaves
Trata o jornalismo por tu. Colabora com a VTM há mais de 25 anos. Foi Diretor entre 2014 e 2019. Passou por meios de comunicação nacionais, como o Comércio do Porto e a Rádio Renascença.

Vergonha e falta dela

Ao que foi divulgado por alguma Comunicação Social, a Câmara Municipal de Viseu decidiu limpar as bermas do IP3 e da Estrada Nacional 229, apesar de essa responsabilidade ser da IP /Infraestruturas de Portugal.

O presidente da autarquia viseense, Almeida Henriques, justificou: “tenho vergonha em mostrar esta falta de limpeza aos turistas nacionais e estrangeiros que venham à nossa região e às entidades internacionais visitantes da Feira de São Miguel”.  É normal que o autarca tenha vergonha, porque a Infraestruturas de Portugal demonstra não ter vergonha nenhuma.

Se repararmos bem no estado das estradas francesas ao seguirmos, pela televisão, as etapas da Volta à França em bicicleta verificamos que estão um primor, mesmo aquelas estradas empinadas e secundaríssimas que trepam as montanhas. Não só as bermas, mas tudo o resto. No nosso país, até pela resposta que o presidente da Infraestruturas de Portugal deu a Almeida Henriques (“a limpeza do IP3 e da EN 229 não é uma prioridade”), todos nos envergonhamos com o estado a que as nossas estradas chegaram, mas a IP é notoriamente a pior empresa pública portuguesa, não considerando a limpeza como uma prioridade, causando impacto visual negativo mas também falta de segurança porque os sinais de trânsito estão escondidos pelas ervas e há sempre o risco de incêndio, não obstante o apelo governamental para que haja limpeza à beira das vias rodoviárias.

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