O presidente da autarquia viseense, Almeida Henriques, justificou: “tenho vergonha em mostrar esta falta de limpeza aos turistas nacionais e estrangeiros que venham à nossa região e às entidades internacionais visitantes da Feira de São Miguel”. É normal que o autarca tenha vergonha, porque a Infraestruturas de Portugal demonstra não ter vergonha nenhuma.
Se repararmos bem no estado das estradas francesas ao seguirmos, pela televisão, as etapas da Volta à França em bicicleta verificamos que estão um primor, mesmo aquelas estradas empinadas e secundaríssimas que trepam as montanhas. Não só as bermas, mas tudo o resto. No nosso país, até pela resposta que o presidente da Infraestruturas de Portugal deu a Almeida Henriques (“a limpeza do IP3 e da EN 229 não é uma prioridade”), todos nos envergonhamos com o estado a que as nossas estradas chegaram, mas a IP é notoriamente a pior empresa pública portuguesa, não considerando a limpeza como uma prioridade, causando impacto visual negativo mas também falta de segurança porque os sinais de trânsito estão escondidos pelas ervas e há sempre o risco de incêndio, não obstante o apelo governamental para que haja limpeza à beira das vias rodoviárias.





