Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

VILA REAL, 2 – OLIVEIRA DO DOURO, 1

A esperança continua, nas hostes “alvi-negras”, com a vitória sobre a equipa de Oliveira do Douro que continua a cumprir o seu campeonato, tranquilamente. Mesmo assim, veio a Vila Real demonstrar um futebol muito agressivo que criou algumas dificuldades à equipa transmontana. Esta ainda se viu a braços com uma equipa de arbitragem que complicou […]

A esperança continua, nas hostes “alvi-negras”, com a vitória sobre a equipa de Oliveira do Douro que continua a cumprir o seu campeonato, tranquilamente. Mesmo assim, veio a Vila Real demonstrar um futebol muito agressivo que criou algumas dificuldades à equipa transmontana. Esta ainda se viu a braços com uma equipa de arbitragem que complicou aquilo que, à partida, parecia fácil. Quando, aos 39 minutos, marcou uma grande penalidade contra o Vila Real, os ânimos ficaram exaltados e, a partir daí, foi mais difícil controlar o jogo.

Depois da paupérrima exibição, em Pedras Rubras, o Vila Real parece ter esquecido o mau jogo que fez e entrou, no Monte da Forca, muito forte, veloz e cedo conseguiu chegar à vantagem. Na segunda jogada do encontro, aos 2 minutos, Ruben fez o golo. Numa boa jogada de entendimento do ataque, Olivier centrou para o coração da área, onde apareceu Ruben, a desviar, com facilidade, para o fundo das redes. Seguiram-se 20 minutos de bom nível da equipa “alvi-negra” que poderia ter ampliado a vantagem. Mas, a pouca pontaria e algumas intervenções corajosas de Castro evitaram o pior, para a sua baliza. Aos 9 minutos, registou-se um entendimento colectivo quase perfeito: Kalá ultrapassou, com mestria, o adversário, e rematou, para grande defesa de Castro.

À passagem da meia-hora de jogo, Cláudio desviou, com a mão, a trajectória da bola, dentro da área do Oliveira do Douro, mas o árbitro, perto do lance, entendeu que não houve motivo para a marcação da falta. Pouco depois, no entanto, assinalou uma grande penalidade, na área contrária. Nani entrou na área, com vários jogadores vila- -realenses a fazerem a cobertura da bola, e, como já não tinha espaço para fazer o cruzamento, sentiu a aproximação de Sandro e deixou-se cair. O árbitro foi peremptório em assinalar a falta, mostrando, consequentemente, um cartão amarelo ao central transmontano. Chamado a converter esta grande penalidade, Correia não teve dificuldades em restabelecer a igualdade. Foi uma oferta da equipa de arbitragem aos visitantes que, até então, pouco ou nada tinham feito, para o merecer.

Ao intervalo, houve alguma confusão, à entrada do túnel para os balneários, mas a GNR, prontamente, serenou os ânimos.

No reatar da partida, apenas uma alteração do técnico António Pedro, ao colocar Pedro no lugar de Cláudio.

O início da segunda parte foi tirado a papel químico do da primeira. No segundo minuto, o Vila Real fez golo. Desta vez, foi Olivier, num excelente remate, cruzado, a colocar a sua equipa, de novo, em vantagem. Com os alas a explorarem bem os flancos, os da casa conseguiam chegar, com muita frequência, junto da baliza de Castro. Apesar das várias alterações feitas no ataque, por parte do técnico visitante, a equipa de Oliveira do Douro poucas vezes incomodou Vieira, durante a 2.ª parte. Já Castro teve que se aplicar, para não deixar a bola entrar, de novo, na sua baliza. Antes de ser substituído, Olivier teve mais uma boa ocasião nos seus pés, depois de um cruzamento de Caniggia, ao segundo poste. O jovem extremo atirou e a bola passou a centímetros do poste.

Em desvantagem, o Oliveira do Douro mostrou alguns rasgos individuais de Nani e algumas subidas perigosas de Filipe que conseguia levar a bola junto da área contrária. Oportunidades claras de golo não houve nenhuma, digna de registo. Muito pouco para uma equipa que ocupa o 5.º lugar da classificação.

Com Ruben e Filipe Lemos a empurrar a equipa, para a frente, a defesa forasteira só conseguia travar os avançados “alvi-negros”, através de faltas sucessivas. Mas foi gritante a dualidade de critério da equipa de arbitragem. Por várias vezes, registaram-se entradas perigosas que mereciam a acção disciplinar, por parte do árbitro que teve um critério demasiadamente “largo”, para o Oliveira do Douro. Aos 82 minutos, Filipe Lemos, na marcação de um livre, colocou Castro à prova, com este a conseguir desviar, pela linha de fundo. Dois minutos volvidos, Lemos, num grande pontapé, levou muito perigo junto da baliza gaiense. A bola saiu a rasar o poste. Até ao final, os visitantes não demonstraram argumentos para inverter o resultado, apesar de estarem em vantagem numérica, com a expulsão de Sandro, já perto do final.

A vitória foi escassa, para os vila-realenses que foram os justos vencedores do encontro. Esta foi a quarta vitória da época no Monte da Forca. Mas, para ficar nesta divisão, o Vila Real tem que se preparar para as três finais que tem pela frente. Só a vitória interessa.

Quanto à equipa de arbitragem de Castelo Branco, complicou o que era fácil, ao errar demasiadamente, tanto no capítulo técnico, como disciplinar. As regras não foram aplicadas, de igual forma, para as duas equipas, prejudicando a equipa da casa.

Márcia Fernandes

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