Vila Real 3 | 1 Noura

Numa tarde soalheira no Monte da Forca, o Noura chegou a assustar o Vila Real, com o golo de Sobrinho, no entanto, o Vila Real carregou no acelerador e deu a volta ao marcador na segunda parte, em que esteve bem melhor do que nos primeiros 45 minutos

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O Noura entrou em campo personalizado, com as marcações muito compactas, não dando espaços ao adversário para impor o seu jogo. Logo aos 3’, Pinto dá o primeiro aviso a Nené, no entanto, o remate saiu muito por cima da trave. A resposta veio através de Carreira, com um remate cruzado a sair a milímetros do poste. Aos 14’, o Noura vai colocar-se na frente do marcador. Há um pontapé de canto, Nené falha a interceção e Sobrinho aproveita para saltar à vontade para o fundo das redes. Estava feito o primeiro golo da tarde. Nesta altura, o Vila Real sentia algumas dificuldades para se aproximar com perigo da baliza adversária, fruto de uma marcação cerrada da equipa de Murça. Mas, aos 25’, também na sequência de um pontapé de canto, o Vila Real vai empatar a partida. Rui coloca no coração da área e Fred, livre de marcação, atira de cabeça para o fundo das malhas. A defesa não fica bem na fotografia. O jogo continuou num ritmo lento, com os locais a insistirem nos lances individuais, facilmente travados pelos forasteiros. As situações de perigo eram raras e apenas o registo para um remate de Sobrinho para defesa atenta de Nené, a fechar a primeira parte.

A segunda metade foi totalmente diferente, com o Vila Real a marcar cedo, golo que lhe deu a tranquilidade necessária para dominar por completo a partida. Aos 48’, Zé Diogo vai à linha de fundo e cruza para área onde aparece Leandro a dar um toque subtil na bola que se encaminha para a baliza. Estava feita a reviravolta no marcador. A partir do segundo golo, os visitados estiveram sempre a controlar as operações, com o Noura remetido à sua defensiva, espreitando timidamente o contra-ataque, que neste segundo tempo não funcionou. Aos 66’, Castanha testa os reflexos de Mãozinhas, que desviou para canto. Na sequência do lance, Leandro em boa posição atirou por cima. Quatro minutos volvidos, Rui faz o golo da tranquilidade. Novamente Zé Diogo a cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Rui que bateu pela terceira vez Mãozinhas. Pouco depois, Francis regressa à competição (muito aplaudido pelas bancadas), entra para o lugar de Schuster, para tapar melhor o centro do terreno. Até ao final, mais uma situação para os donos da casa, mas Bessa não abordou o lance da melhor forma e a bola perdeu-se pela linha de fundo.

Num jogo em que o Noura começou por surpreender, o Vila Real ainda acordou a tempo para dar a volta ao marcador e somar mais três pontos, que o mantem na liderança, juntamente com o Ribeira de Pena e o Mondinense.

No próximo domingo, o Vila Real desloca-se ao terreno do Mesão Frio. Já o Noura recebe a vista do Mondinense.

 

As reações dos treinadores

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“A vitória é sempre um resultado positivo mas poderia ter sido mais dilatada”

O técnico vila-realense referiu que a sua equipa tem mais qualidade e por isso mereceu vencer, no entanto, o resultado deveria ter outra amplitude.

“Não ficaram dúvidas sobre a diferença de qualidade entre as duas equipas. O resultado peca por escasso. Não aumentamos o ritmo porque temos mais jogos pela frente e estes jogadores não são profissionais. Nós conhecíamos a equipa do Noura, que tem bons executantes e teve como prémio fazer um golo na única jogada que teve com perigo na nossa área. A partir daí, assumimos o controle de jogo, chegamos ao empate e na segunda parte fizemos mais dois golos e controlamos o jogo. A vitória é sempre um resultado positivo mas poderia ter sido mais dilatada”.

Quanto à suposta grande penalidade que o treinador adversário se queixou, Abel Ferreira refere que não sabe de que lance se trata. “Não vi nada de anormal na nossa área. Parece que agora quando um jogador cai na nossa área, os treinadores das outras equipas queixam-se. Já em Abambres foi a mesma coisa”.

“Vamos agora trabalhar na preparação do próximo jogo, num campo de reduzidas dimensões e onde iremos encontrar dificuldades, no entanto, esta equipa está preparada e espero que mantenha este nível e esta organização”.

 

José Ribeiro, treinador do Noura

“Há que olhar em frente e pensar já na próxima partida”

O treinador visitante ficou conformado com o desaire, mas aponta um erro da árbitra que poderá ter influenciado o desfecho final.

“Foi um bom jogo. É sempre difícil vir jogar a Vila Real e os meus jogadores estiveram muito bem. Se a senhora árbitra tivesse marcado o ‘penaltie’, nós poderíamos ter feito o dois a zero e isso iria complicar em muito a tarefa do Vila Real. Não está em causa o mérito do Vila Real, está sim a forma como as equipas de arbitragem olham para nós, em que neste caso deveriam ter apontado o castigo máximo. Não quero arranjar desculpas para a derrota com esse erro, mas poderia ter influência no desfecho final da partida. Mesmo assim, há que olhar em frente e pensar já na próxima partida”.

Neste campeonato, o Noura quer fazer o melhor possível e pretende sobretudo promover a juventude. “Somos uma freguesia pequenina do distrito de Vila Real, que quer dar oportunidade aos jovens e também queremos divulgar a nossa região”.

 

Ficha Técnica

 

Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.

Árbitro: Célia Santos.

Auxiliares: António Coelho e Mauro Henriques.

VILA REAL: Nené, Carreira (Beja, 84’), Fred, Zé Diogo, Peixoto, Castanha, Rui, Schuster (Francis, 71’), Leandro, Paulinho e Miguel (Bessa, 76’).

Suplentes não utilizados: Marcelo, Nuno, Diogo e Topinha.

Treinador: Abel Ferreira.

NOURA: Mãozinhas, Pedrinho, Correia, China, Fraga, Sobrinho, Mateus (Vítor Paiva, 54’), Sebastião, Zé Miguel (Cleto, 31’), Pinto (Zé Pedro, 75’) e Cipriano.

Suplentes não utilizados: Zé João e Miguel Paiva.

Treinador: José Ribeiro.

Cartão Amarelo: Cleto (51’).

Ao intervalo: 1 – 1

Marcadores: Sobrinho (14’), Fred (25’), Leandro (48’) Rui (70’).

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