A tarde fria no Monte da Forca terá afastado os adeptos do jogo, em que os comandados de Paulo Cadete entraram a toda a velocidade e com vontade de marcar cedo, no entanto, a defensiva forasteira mostrou-se sempre atenta e ia conseguindo resolver as situações mais complicadas. Logo aos 3’, numa boa iniciativa de DjoDjo, que vai à linha e coloca em Ivan Reis, que não foi suficientemente rápido e o lance acaba por se perder na área. Aos 12’, mais uma boa ocasião para os locais, mas o cabeceamento de Orlando saiu a rasar a quina da baliza. Pouco depois, numa das melhores jogadas do desafio, DjoDjo conduziu a bola pela esquerda e cruzou para Ivan Reis rematar à meia-volta para uma grande intervenção de Diego. Já depois da meia hora, o central Fred vai até à área adversária rematar com a bola a ser tirada sobre a linha de baliza, por um defesa visitante. O Cinfães raramente incomodava Riça, sentia algumas dificuldades em explanar o seu futebol e só de bola parada chegava até à área local, que a defesa ia resolvendo. Já perto do intervalo, Mica enche o pé para mais uma excelente defesa de Diego. Ao intervalo, o nulo espelhava a falta de eficácia dos donos da casa.
Na segunda metade, o Vila Real opta por um futebol direito, que vai acabar por dar resultado. Aos 65’, DjoDjo arranca pela esquerda e cai na área, com o árbitro a não ter dúvidas e apontar para a marca de grande penalidade e a mostrar o segundo amarelo a Carlitos. Chamado à conversão, Caleb atira de forma irrepreensível, abrindo assim o caminho para a vitória. Aos 70’, Adjei também é expulso ao ver o segundo amarelo por travar um adversário à entrada da área. Na sequência do livre, Riça brilha ao deter o remate de Alex. No minuto seguinte, grande confusão na área local e, mais uma vez, Riça a resolver a situação. Aos 78’, o recém-entrado Rui Herculano aparece solto na área e remata colocado, sem hipótese de defesa de Diego. Dez minutos volvidos, grande jogada de Alex a passar por vários adversários e a colocar em Caleb, que remata já na pequena área para o terceiro golo, que veio dar grande tranquilidade aos alvinegros. Já em tempo de compensação, o Cinfães ainda reduziu através de um bom golo de Nuninho, em que Riça nada poderia fazer.
Vitória justa da melhor equipa em campo, que aliou o regresso às vitórias com uma boa exibição. Já o Cinfães veio à procura de não perder, mas acabou por não conseguir superar um adversário, que desta vez mostrou outra capacidade.
No próximo domingo, às 15h00, o Vila Real volta a jogar com o Salgueiros, para terminar o jogo da 12ª jornada que foi interrompido aos 64 minutos devido ao nevoeiro.
Paulo Cadete, treinador do Vila Real
“Foi uma das melhores exibições da época”
“É deste Vila Real que andamos à procura. Trabalhamos para que as coisas saem desta forma, pois este grupo já merecia uma vitória assim, em que fizemos uma boa exibição. Estamos satisfeitos pelo que demostramos neste jogo, mas não estamos eufóricos, nem em bicos de pés. Já não ganhávamos há um mês e meio e esta vitória sabe bem, já que foi frente a uma grande equipa, que tem bons jogadores e é bem orientada. Podemos considerar que foi uma das melhores exibições da época, numa vitória bem conseguida e,por isso, a equipa está de parabéns. Arrisquei bastante e fui à procura dos golos, que só apareceram no segundo tempo. A partir do primeiro golo, os jogadores soltaram-se ganharam mais confiança e os golos apareceram com naturalidade. Desejo a todos um bom Natal, incluindo os adeptos do futebol e a toda a família vila-realense”.
Arlindo Gomes, treinador do Cinfães
“Não fomos felizes, mas vamos continuar a lutar”
“Foi um jogo difícil, num terreno complicado e frente a uma equipa bem organizada, com o mesmo objetivo do Cinfães que é chegar aos dois primeiros lugares, que garantem desde já a manutenção. Não me quero desculpar com o estado do relvado, mas nas aproximações que tentávamos fazer escorregávamos com muita facilidade. Depois houve uma dualidade de critérios da equipa de arbitragem, que nos prejudicou bastante, sobretudo o lance da grande penalidade, que não existe. Teve uma atuação infeliz e os três golos que sofremos devem-se só ao mau trabalho do árbitro e também ao péssimo estado do relvado. No entanto, não posso escamotear a boa exibição do Vila Real, principalmente do meio para a frente, em que tem jogadores que fazem a diferença. Hoje não fomos felizes, mas temos ambição e vamos continuar a lutar pelos nossos objetivos, uma vez que tudo está em aberto”.
Ficha Técnica
Jogo disputado no Complexo Desportivo do Monte da Forca.
Árbitro: Leonardo Marques (AF Aveiro).
Auxiliares: Bruno Silva e Carlos Martins.
VILA REAL: Riça, Telmo, Fred, Dani Mendes, Alex, Mika, Daniel Adjei, Pipo (Caleb, 62’), Orlando, Ivan Reis (Rui Herculano, 73’) e DjoDjo (Miguel Mendes, 83’).
Suplentes não utilizados: Nuno, Carreira, Miguel Teixeira e Miguel Pereira.
Treinador: Paulo Cadete.
CINFÃES: Diego, Carlitos, Pepe, Vila, Luís Carvalho, Ati (Embalo, 77’), Alex, Vítor Hugo (Abreu, 87’), Ruizinho (Edelino Ié, 58’), Miguel Pinto, Nuninho e Fábio Rodrigues.
Suplentes não utilizados: João Monteiro, Rui Filipe e Zé Pedro.
Treinador: Arlindo Gomes.
Ao intervalo: 0 – 0
Cartões Amarelos: Telmo (92’), Daniel Adjei (57’ e 70’), Fábio Rodrigues (72’), Rui Herculano (94’).
Cartões Vermelhos: Carlitos (65’, ac.) e Daniel Adjei (70’).
Marcadores: Caleb (66’ e 88’), Rui Herculano (78’), Nuninho (95’).


