Nos primeiros seis meses deste ano, uma média mensal de seis empresas avançaram com o pedido de insolvência em Vila Real, somando assim o distrito, à hora de fecho desta edição, 37 falências, ou seja, mais uma que o total de todo o ano de 2011.
Segundo do Instituto Informador Comercial (IIC), que apresenta uma “evolução diária do número de insolvências registadas em território nacional”, desde o início do ano e até ontem, 37 empresas faliram no distrito.
Assim, relativamente ao primeiro semestre do ano passado, registou-se uma taxa de variação de 117,65 por cento, o que faz do distrito o terceiro com um maior aumento, sendo apenas superado por Beja (214,29 por cento) e Guarda (146,67 por cento).
Segundo os mesmos dados, no que diz respeito ao período homólogo de 2010, o número de falências registadas representa um aumento de mais de 500 por cento, passando de seis para 37.
O distrito com a menor taxa de variação foi Castelo Branco, que, apesar de ter registado mais processos, 42, relativamente aos primeiros seis meses do ano passado apenas teve um aumento de 20 por cento.
No que diz respeito ao número de processos, entre os distritos do interior do país o mais afetado este ano foi, paradoxalmente, Castelo Branco, com 42 pedidos de insolvência, enquanto Vila Real e Guarda ocupam a segunda posição com 37 cada.
Em relação a 2011, o distrito transmontano liderou mesmo o ranking daqueles que registaram um maior aumento no número de falências, apresentando um total de 34 processos contra os 17 do ano anterior, ou seja, um aumento de 100 por cento.
Na comparação entre distritos, contando já com 829 falências, o Porto é o líder, seguindo-se Lisboa (703) e Braga (463).
A nível nacional, os dados do IIC divulgados pelo Jornal O Público, aos quais o Nosso Jornal não conseguiu ter acesso até à hora de fecho desta edição, indicam que este ano dez mil famílias e empresas já apresentaram falência, ou seja, “o número de insolvências no país subiu 83 por cento entre janeiro e junho, alcançando um ritmo de 53 por dia”.
Os números revelam ainda que as “falências de particulares mais do que duplicaram e já pesam 65 por cento do total”.
“A informação utilizada no Observatório de Empresas resulta do processamento diário de todos os anúncios de Ação de Insolvência publicados no Portal Citius e em Diário de República no âmbito do Serviço de Informação das Empresas em Processo de Insolvência disponibilizado pelo IIC”.
Assim, “o Serviço de Insolvências do IIC (disponível em www.iic.pt) consiste na disponibilização diária da informação das entidades que entraram em Processo de Insolvência, possibilitando-lhe recuperar ou minimizar os prejuízos inerentes aos valores em dívida”.




