Até ao final do ano, Vila Real vai ter um “Albergue Escutista”, um novo conceito que permitirá que escuteiros de todo o país tenham uma residência, a custos reduzidos, enquanto estudam ou trabalham na capital de distrito, um projeto da Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), cujos órgãos sociais foram empossados no dia 4.
José Manuel Pires, chefe regional do CNE, explicou ao Nosso Jornal que o albergue irá funcionar num espaço localizado no Bairro da Araucária, que atualmente serve de morada da sede da Junta Regional. “Até o final do primeiro semestre, a Junta Regional passará para instalações do Seminário de Vila Real deixando livre aquele espaço”, explicou o chefe regional, referindo que a expectativa é garantir que a remodelação necessária à criação do albergue esteja concluída até ao início do próximo ano letivo.
Apesar do projeto ainda estar a ser concluído, e a sua calendarização depender da disponibilidade financeira, naquele espaço vão surgir quartos individuais e duplos (cerca de 10 camas) e uma camarata com vários beliches, uma espécie de “república” de escuteiros que terá “regras bem definidas”.
“A prioridade será dada a escuteiros da região que venham estudar para a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, mas o albergue estará aberto a jovens de todo o país”, explicou o mesmo responsável, recordando que a ideia surgiu fruto da consciência das crescentes dificuldades das famílias de esdcuteiros e de vários pedidos de apoio que a Junta Regional tem recebido nos últimos anos por parte de associados do CNE que procuram habitações a preços acessíveis em Vila Real.
Outra ideia que faz parte do plano de atividades do novo mandato da Junta Regional é a criação do “Clã Universitário”, uma oportunidade que os escuteiros deslocados terão para se manter no ativo mesmo durante a vida académica, um momento que muitas vezes afasta os escutas dos seus agrupamentos de origem devido à distância às suas cidades natais. O Chefe Regional adiantou que já existem Clãs Universitários no Porto e em Coimbra, estando em fase de criação o de Lisboa.
No mandato que agora começa, e que representa um trabalho de continuidade no que diz respeito à quase totalidade da equipa de trabalho e aos projetos, José Manuel Pires, reempossado no cargo de chefe regional, sublinha que a prioridade é uma “ação de proximidade” aos agrupamentos, bem como a implementação em pleno do novo programa educativo do CNE.
Continuar a incentivar os jovens a ingressar no movimento é outro dos objetivos dos próximos três anos, que ficarão marcados pela conclusão do processo de criação de mais três agrupamentos no distrito (Vila Pouca de Aguiar e Pedras Salgadas, que já estão na reta final de formação, e Santo António – Vila Real, que já tem vários dirigentes em formação).
Contando atualmente com 20 agrupamentos no ativo e cerca de 1400 escuteiros, a Junta Regional está também a encetar todos os esforços para que seja criado um agrupamento em Sabrosa, o único concelho do distrito onde o CNE ainda não está representado.






