RegiãoVinte e cinco hectares destinados à produção de castanha

Vinte e cinco hectares destinados à produção de castanha

Depois de uma candidatura apresentada ao Programa de Desenvolvimento Regional, PRODER, a AgroAguiar apostou numa plantação de castanheiros numa área de 25 hectares, na zona da Serra da Padrela. As condições climatéricas e a natureza dos solos, aliadas as variedades que estão a ser colocadas, vão garantir um produto final de excelente qualidade

É mais uma aposta da empresa AgroAguiar, sedeada em Sabroso, recorrendo a um dos produtos mais nobres do concelho de Vila Pouca da Aguiar: a castanha.

O gerente da empresa, Rodrigo Reis, adiantou, ao Nosso Jornal, que tudo começou com “uma candidatura a fundos comunitários e da vontade da empresa de aumentar a produção de castanha de qualidade, adequada às diferentes ofertas no mercado”.

O presidente da autarquia aguiarense, Domingos Dias, falou da importância desta iniciativa. “Há uma grande área baldia que está a ser objecto de um projecto de reabilitação de castanheiros. Os trabalhos estão a decorrer bem e esperamos que dentro de meia dúzia de anos, isto esteja a produzir o máximo”.

Este interesse da edilidade deixa implícita uma outra mensagem ao investimento no concelho. “Esta é uma forma de mostrar o que se faz no terreno junto dos produtores, nomeadamente ao nível da castanha. As autarquias tem cada vez mais um papel importante nesta área, e nós queremos dar um apoio efectivo aos empresários que se instalam no concelho”.

Domingos Dias elogiou a AgroAguiar como uma referência a seguir, fruto do seu projecto agro-alimentar. “Em Vila Pouca de Aguiar, temos uma grande fábrica de produtos essencialmente vocacionada para a comercialização da castanha e frutos secos, sendo uma unidade que é um bom exemplo de empreendorismo”.

 

Casca de Castanha para adubar

 

Uma das particularidades desta unidade é o aproveitamento dos resíduos derivados da transformação de alguns produtos, nomeadamente a castanha. A sua casca é utilizada para adubar os solos explorados pela AgroAguiar, ao mesmo tempo, outro componente da castanha tem uma finalidade similar à biomassa, servindo como um autêntico combustível para o funcionamento interno. Procedimentos que colocam também esta empresa na linha da frente na preservação ambiental.

Uma outra aposta foi a adesão ao CHESTNUTSRAD – Tratamento alternativo para a conservação da castanha. Após colheita e armazenamento, por vezes surgem pragas e o desenvolvimento de microrganismos. A fumigação química, com brometo de metilo, era uma das técnicas mais usadas na conservação deste fruto, mas tóxico para a saúde humana e para o ambiente. Foi assim que apareceu este projecto, ao qual está ligada a Universidade do Minho o Instituto Politécnico de Bragança. Pretende-se optimizar o processo de irradiação, aumentar o tempo de armazenamento, garantir a segurança alimentar do produto, reduzir o custo associado ao processo de conservação e minimizar o impacto ambiental associado à esterilização da castanha.

A AGroAguiar apresenta um portfolio de transformação de castanha (congelada, assada congelada, marron glacê, castanha em calda e em compota).

-PUB-


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais lidas

PRÉMIO