É mais uma aposta da empresa AgroAguiar, sedeada em Sabroso, recorrendo a um dos produtos mais nobres do concelho de Vila Pouca da Aguiar: a castanha.
O gerente da empresa, Rodrigo Reis, adiantou, ao Nosso Jornal, que tudo começou com “uma candidatura a fundos comunitários e da vontade da empresa de aumentar a produção de castanha de qualidade, adequada às diferentes ofertas no mercado”.
O presidente da autarquia aguiarense, Domingos Dias, falou da importância desta iniciativa. “Há uma grande área baldia que está a ser objecto de um projecto de reabilitação de castanheiros. Os trabalhos estão a decorrer bem e esperamos que dentro de meia dúzia de anos, isto esteja a produzir o máximo”.
Este interesse da edilidade deixa implícita uma outra mensagem ao investimento no concelho. “Esta é uma forma de mostrar o que se faz no terreno junto dos produtores, nomeadamente ao nível da castanha. As autarquias tem cada vez mais um papel importante nesta área, e nós queremos dar um apoio efectivo aos empresários que se instalam no concelho”.
Domingos Dias elogiou a AgroAguiar como uma referência a seguir, fruto do seu projecto agro-alimentar. “Em Vila Pouca de Aguiar, temos uma grande fábrica de produtos essencialmente vocacionada para a comercialização da castanha e frutos secos, sendo uma unidade que é um bom exemplo de empreendorismo”.
Casca de Castanha para adubar
Uma das particularidades desta unidade é o aproveitamento dos resíduos derivados da transformação de alguns produtos, nomeadamente a castanha. A sua casca é utilizada para adubar os solos explorados pela AgroAguiar, ao mesmo tempo, outro componente da castanha tem uma finalidade similar à biomassa, servindo como um autêntico combustível para o funcionamento interno. Procedimentos que colocam também esta empresa na linha da frente na preservação ambiental.
Uma outra aposta foi a adesão ao CHESTNUTSRAD – Tratamento alternativo para a conservação da castanha. Após colheita e armazenamento, por vezes surgem pragas e o desenvolvimento de microrganismos. A fumigação química, com brometo de metilo, era uma das técnicas mais usadas na conservação deste fruto, mas tóxico para a saúde humana e para o ambiente. Foi assim que apareceu este projecto, ao qual está ligada a Universidade do Minho o Instituto Politécnico de Bragança. Pretende-se optimizar o processo de irradiação, aumentar o tempo de armazenamento, garantir a segurança alimentar do produto, reduzir o custo associado ao processo de conservação e minimizar o impacto ambiental associado à esterilização da castanha.
A AGroAguiar apresenta um portfolio de transformação de castanha (congelada, assada congelada, marron glacê, castanha em calda e em compota).



